“Votuporanga é tratada com desprezo”

Afirmação é do vereador Eliezer Casali; jantar do Governador na cidade sem convidar os edis ainda ecoa na Tribuna da Câmara

A polêmica que permeia a situação da vicinal Adriano Pedro Assi, a conhecida estrada 27, foi alvo de mais uma série de reclamações. Desde a visita do governador Geraldo Alckmin à Votuporanga, que os vereadores ficaram revoltados com a falta de verbas voltadas para a cidade, principalmente porque eles pleiteiam algumas causas há muito tempo.

Uma delas é, justamente, a restauração do asfalto da estrada 27, que constantemente é citada na tribuna. O vereador Eliezer Casali contou que, em 2014, foi para a cidade de São Paulo e, na oportunidade, em uma das secretarias onde ele bateu à porta, o responsável pela pasta disse a ele que o estado tinha R$40 milhões que eram destinados a orçamentos para vicinais, porém, somente na vicinal que liga Votuporanga à Sebastianópolis do Sul, a reestruturação ficaria em R$ 13 milhões. “Ou seja, naquela hora ele já deu o recado de que não ia fazer”, afirmou o edil.

Na sua opinião, o sistema está errado, já que o município arrecada, manda para o governo e não tem o mesmo retorno. “No andar da carruagem, está na cara que não vai sair esse ano aquela vicinal. A arrecadação caiu, sim, mas não no ritmo de corte. Agora, falar que a vicinal é de responsabilidade do município? Não tem dinheiro nem para as obrigações, quanto mais fazer vicinal”, disse.

Alças de acesso
Ele também conta que, na semana passada, em visita a São Paulo, percebeu que a crise chegou até mesmo nas pastas estaduais, já que, em todo lugar que você bate, os responsáveis afirmam não ter o dinheiro. “Olha, a arrecadação caiu em torno de 6% ou 7 %, mas o ritmo de cortes é absurdo. Não tem dinheiro para nada. Parou de uma hora para outra, não sei por que”, questionou Eliezer.

Alças
Durante o discurso acalorado, ele falou também sobre a novela das alças de acesso da Péricles Belini, já chamadas de “alças de não acesso” pelo vereador Mateus Rodeiro. “Votuporanga está sendo tratada como uma mala sem alça. Temos um prefeito eleito com mais de 90% dos votos, temos um deputado que hoje é líder do PSDB na assembleia e fica defendendo o governo. Votuporanga, que deveria ser tratada com carinho, é tratada com desprezo. O governador vem em Votuporanga, pernoita, teria oportunidade de anunciar algo e não fez nada”, afirma.

Sugestões
O vereador Douglas Lisboa usou a tribuna também para falar sobre o assunto, segundo ele, de maneira mais realista. Ele usou o exemplo colocado em prática pela cidade de Tabapuã, onde foi colocado um pedágio na vicinal que liga o município à Uchoa. “Pagam-se R$ 2 e hoje recebe manutenção”, disse, afirmando que essa é uma das formas da estrada ser bem cuidada. Ele, porém, afirmou que estava apenas apresentando soluções, não defendendo a colocação de um pedágio no local.
Outra opção que ele expôs foi uma medida de urgência para lidar com a segurança da estrada. “Outra solução rápida é de pegar máquinas da própria prefeitura e raspar todo aquele asfalto, deixar uma estrada de terra novamente até que o novo recapeamento seja feito”.
A terceira opção é a de que o governo repasse o ICMS da empresa que faz uso da vicinal para que as obras sejam feitas.

Ação
Jurandir Benedito da Silva sugeriu à mesa diretora, mais especificadamente ao secretário, Douglas, que seja movida uma ação para que a responsável pelas manutenções da 27 seja a usina. “Ou cobra massa permanente, mas que ela mantenha. Também precisa ser uma massa de qualidade, além da mão de obra”. Maíra Petruz/Diário de Votuporanga

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