Votos na região custam de R$ 0,04 a R$ 78

As campanhas para prefeito em 64 cidades da região de Rio Preto seguem o melhor estilo do tostão contra o milhão. Enquanto em algumas cidades, como Rio Preto e Frutal, candidatos vencedores despejaram milhões na busca pela vitória, em outra bastaram alguns reais para a eleição. É o caso de Palmeira d’Oeste, cidade em que o prefeito Luciano Esparapani (PSDB) precisou de apenas R$ 160 para se eleger prefeito. ]

 

O valor se torna mais incrível quando calculado o preço que “pagou” por cada um dos 3.248 votos que obteve nas urnas: R$ 0,04. É o voto mais barato da região – quiçá do País.

Por outro lado, o prefeito eleito de Frutal, em Minas Gerais, Mauri Ribeiro (PSC), além de ser o segundo que mais gastou em toda região (R$ 1,1 milhão) – perde apenas para Valdomiro Lopes (PSB), em Rio Preto – foi também aquele que registrou o maior preço do voto: R$ 78,98. O voto de Mauri ficou acima da média nacional de prefeitos eleitos em capitais, R$ 60.

Ainda em termos proporcionais, o segundo voto mais caro registrado na região foi o do prefeito eleito de Altair, Antônio Padron (PR), que “pagou” R$ 69,4 por cada um dos 1.680 votos obtidos no dia 6 de outubro. Vem também de Minas o terceiro voto mais caro. Cada voto de Narciso de Oliveira (PSDB) teve custo de R$ 46,36. Ele declarou despesas de R$ 185,3 mil e obteve 4.001 votos.

Valdomiro, que declarou despesas de R$ 2,5 milhões, obteve 133.024 votos, gerando, portanto, um custo de R$ 18,79 por voto. Custo menor que os prefeitos de Catanduva, Geraldo Vinholi (PSDB), Bebedouro, Fernando Galvão (DEM) e Santa Fé do Sul, Armando Garcia (PSDB).

Barato 

Além de Esparapani, outros prefeitos na região precisaram de apenas alguns centavos por votos para se eleger. Sávio Nogueira Franco (PSB), que teve 4.450 votos, declarou despesa de R$ 352,70, gerando um custo de R$ 0,07 por voto. Um pouco menos que Cláudio Martins (PMDB), de Uchoa, que registrou um custo de R$ 0,14 por voto. Ele teve 3.759 votos e uma despesa declarada de R$ 550.

Na casa dos centavos por voto ficaram também os prefeitos eleitos de Tabapuã e Pindorama, respectivamente Jamil Seron (PSDB) e Nelson Trabuco (DEM). Enquanto o tucano registrou curso de R$ 0,76 por voto, o demo precisou de R$ 0,42 para assumir o controle da cidade.

Doadores 

Apesar de ter sido eleito com mais de 94% dos votos válidos de Votuporanga – quase uma unanimidade – Júnior Marão (PSDB) não teve uma campanha barata. O tucano registrou despesa de R$ 354,6 mil, o que representa custo de R$ 8,25 por cada um dos 42.954 votos. O mesmo ocorreu com Geninho Zuliani (DEM), que apesar de ter tido 20.281 votos (73% do eleitorado votante), Geninho registrou despesa de R$ 7,42 por voto. Há também caso de outras cidades, como Bady Bassitt e Jaci cujos prefeitos eleitos não apresentaram à Justiça Eleitoral declaração de despesas.

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