Voluntários geram economia de R$ 1,7 milhão por ano

Entidade busca mais parceiros para atuar na sala de brinquedos

Quem anda pelos corredores da Santa Casa de Votuporanga pode não notar a presença deles. Mas juntos formam um exército de 200 voluntários que trabalham no dia a dia do hospital e estão divididos em 15 departamentos. Eles trabalham no pronto socorro, na lojinha do Bazar do Bem e ajudam até em campanhas de arrecadação de dinheiro. Além de caridade, os voluntários ajudam a Santa Casa a economizar e atender pacientes de 53 cidades.

Considerando o valor atual do salário mínimo e o total de voluntários, a instituição economiza R$ 144.800,00 por mês, uma despesa que, anualmente, chegaria a R$ 1.737.600,00. Mais como há voluntários que ocupam cargos que receberiam mais que um salário mínimo, a redução de gastos é ainda maior.

A vendedora Maria Isabel Del Alamo, de 51 anos, atua há sete anos como voluntária. O convite surgiu de uma amiga, que conhece o projeto de humanização “Renascer”. “Fiz parteda diretoria de Cida Stefanelli como tesoureira. Tive contato com o fraldário e me apaixonei”, disse. Belinha, como é conhecida, dedica todas as sextas-feiras, das 8h às 10h, para a sala de brinquedos da Santa Casa. Ela considera as horas bem mais do que uma labuta, mas horas de doação e caridade ao próximo. Belinharecomendaa população o trabalho voluntário. “A criança não tem noção do que é doença, que muitas vezes, levará para o resto da vida,comodiabetes.Nainocência, brincam e interagem entre elas.” A vendedora busca agora novos colaboradores.”A sala de brinquedos, para funcionar, precisa de voluntários.Agente encontra bastante gente disposta a trabalhar, mas não de forma regular”.

O hospital possui ainda os 13 diretores, 40 conselheiros e ainda quase 400 irmãos, que também são voluntários. O aposentado Alvimar Martins Marques, de 59 anos, éumdeles.”Sempre penseiemfazerumtrabalhosemretorno financeiro, de prestar serviço ao próximo na prática. Vi um anúncio de quea Santa Casa convidava para se voluntariar e fui conhecer o projeto. Passamos para a capacitação e atuo no pronto socorro”.

Alvimar faz o primeiro acolhimento das pessoas. “Não somos profissionais de saúde, mas trabalhamos no acolhimento. Buscamos informações sobre os pacientes, ajudar no que for preciso. Ás vezes, os familiares necessitam de um ombro amigo”.

O comerciante Nasser Gorayb está há mais de 20 anos no conselho deliberativo. “Desde criança, acompanho a luta do hospital. É a mesma coisa do que entrar em uma passeata, quando você se dá conta, está no meio do movimento”.

Nasser reconhece a importância do envolvimento da comunidade em trabalhos voluntários. “É trabalhoso, temos que limitar o lazer, mas toda a população é beneficiada”. Questionado sobre os voluntários que fizeram história na Santa Casa, ele afirmou que Votuporanga não tem herói específico. Háumconjunto de pessoas que no meu entender, fizeram a cidade”, contou emocionado.

Andressa Aoki
andressa.aoki@diariodaregiao.com.br

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password