Viúva ganha R$ 500 mil de indenização, em Votuporanga

 

A Justiça de Votuporanga condenou uma transportadora e uma seguradora a indenizar por danos morais e materiais em R$ 500 mil uma auxiliar de enfermagem depois que o marido dela morreu em acidente 47 dias após se casarem. A tragédia aconteceu em fevereiro de 2012, na rodovia Euclides da Cunha, entre Tanabi e Bálsamo. Um caminhão tentou uma ultrapassagem proibida e bateu de frente com a Montana dirigida por Deivid Aparecido Lenarduzzi, 24. O caminhoneiro nada sofreu, já Lenarduzzi morreu ainda no local.

Além da indenização, o juiz da 5ª Vara Cível de Votuporanga, Sergio Martins Barbatto Júnior, estipulou que as empresas Madeiraniti, de Ribeirão Preto, em solidariedade com a seguradora Brasil Veículos, paguem uma pensão vitalícia de R$ 1 mil mensais. “O caminhão da empresa requerida adentrou a contramão e causou o infeliz evento. Estava ele acima da velocidade – sendo permitido 60 km/h chegou a mais de 85 km/h”, afirma trecho da sentença.

“O impacto do acidente em sua vida (da mulher) é imensurável. Sonhos, planos, expectativas, despedaçadas pela morte desnecessária e inesperada do rapaz. O dano moral é evidente e deve ser concedido em valor grande. Uma vida se foi. Não volta. Nunca. O dinheiro não traz paz, mas tira da sobrevivente o peso da uma vida de trabalho árduo somada à tristeza pelo cruel destino de sua vida.”

O advogado da viúva, Manoel Aparecido Marques, afirmou que o valor da indenização é compatível, mas espera por mais embates nos tribunais. “Em casos como esses as empresas normalmente recorrem para diminuir o valor da indenização”, diz o advogado. A viúva não quis comentar a decisão. O advogado pediu para que ela não fosse identificada. Já os advogados das empresas foram procurados, mas não atenderam as ligações da reportagem.

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