Vítimas de escorpião somam 114 casos

A Secretaria de Saúde de Votuporanga registrou de janeiro até ontem, 114 casos de vítimas de animais peçonhentos, a maioria por escorpiões. São mais de um casos por dia.  No ano passado, foram 368 registros que a Vigilância Epidemiológica da cidade notificou.

O publicitário Giovani Brito, de 30 anos, foi surpreendido enquanto dormia por um escorpião em novembro do ano passado. “No meio da noite, quando virei para o outro lado, coloquei meu braço em cima dele ai acordei com uma sensação de queimadura, como se alguém tivesse apagado um fósforo no meu braço direito”, conta.

No momento ele não achou o animal, mas pela dor imaginou que fosse um escorpião.

“Em poucos minutos comecei a ficar com tontura, fui no Mini-Hospital do Pozzobon, que era a três quadras da minha casa. Só depois de uns 40 minutos que eu voltei pra casa que minha mulher tinha encontrado o escorpião.”

Além da tontura, Giovani sentiu dormência no braço inteiro, nas mãos e pescoço.  “Senti calafrios e formigamentos por dois dias, os sintomas iam e voltavam. Mas a dor era insuportável, fiquei quase uma semana sentindo ela. Durante uns 60 dias, se eu batesse no local da picada ou apoiasse em algum lugar ainda doía.”

O publicitário conta que os vizinhos já tinham visto alguns escorpiões no bairro. “O vizinho da frente achou um com uns 30 filhotinhos grudados nele, mas fui o único sortudo de ser picado”.

Até hoje, Giovani não superou o trauma do que aconteceu. “Todos os dias antes de dormir olho a cama, mesmo tendo mudado de lá. Afastei os móveis que ficavam perto da cama e não deixo mais o edredom em cima.”

A Secretaria de Saúde, por meio do Setor de Controle de Endemias e Zoonoses (Secez) realiza orientações durante as visitas de rotina.

“Algumas informações são importantes para se evitar acidentes com escorpiões: não acumular entulhos nos quintais e terrenos; rebocar os muros; tapar os ralos durante a noite; verificar roupas, sapatos, móveis e utensílios de cama, mesa e banho”, informa.

Sintomas

A picada por escorpião leva a dor no local, de início imediato e intensidade variável, com boa evolução na maioria dos casos, porém crianças podem apresentar manifestações graves, como náuseas e vômitos, alteração da pressão sangüínea, agitação e falta de ar.

Tratamento

Lavar o local da picada com água e sabão; não fazer torniquete ou garrote, não furar, não cortar, não queimar, não espremer, não fazer sucção no local da ferida e nem aplicar folhas, pó de café ou terra sobre ela para não provocar infecção; não dar à vítima pinga, querosene, ou fumo, como é costume em algumas regiões do país; levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo para que possa receber o tratamento em tempo. Fazer compressas mornas e analgésicos para alívio da dor até chegar a um serviço de saúde para as medidas necessárias e avaliar a necessidade ou não de soro.

Outras informações, a população deve entrar em contato no Secez, pelo 0800-770 9786.

 

Isabela Jardinetti/ Diário da Região Votuporanga

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