Vilsilaine, 27, vai às redes sociais para salvar sua vida

Há quase 12 anos diagnosticada com a doença de Crohn, inflamatória, autoimune que afeta todo sistema gastrointestinal e causa, além de muita dor, diarreias crônicas e outros desconfortos, a dona de casa Vilsilaine Terezinha de Siqueira, 27 anos, tenta salvar sua vida com mobilização no Facebook. Ela lançou uma campanha na internet para arrecadar R$ 200 mil e conseguir passar por um transplante de células tronco.

Em muitos casos, a doença leva a pessoa a viver sob constante ameaça de perder partes do próprio intestino para superar o mal-estar. Durante muitos anos Vilsilaine foi tratada com medicamentos, mas a doença avançou e atingiu, além do intestino, o baço e o fígado da jovem, impossibilitando, segundo ela, a realização de cirurgias.

“Tenho plaquetas baixas e não posso sofrer nenhum tipo de hemorragia, ou posso morrer. No estado em que a minha doença está, nenhum medicamento faz efeito. Durante anos fiz tratamento pelo SUS, com médicos que não sabiam muito bem como cuidar da minha doença, então cheguei a esse ponto crítico. Tomo antibióticos constantemente para evitar infecções e hemorragias, mas a única chance de uma melhora é o transplante”, diz.

“Pelos cálculos que fizemos, fica em torno de R$ 200 mil. Se tudo der certo eu fico apenas 10 dias internada, mas pode ser que seja mais”, afirma Vilsilaine. Ela é casada, mãe de uma menina de 6 anos e vive de aluguel em uma casa em Potirendaba. A família sobrevive com o salário de R$ 1,4 mil do marido, que é motorista. “Só em remédios gasto cerca de R$ 200 por mês. Não tenho como pagar a cirurgia sozinha”, explica.

O tratamento

Em outubro de 2013, foi realizado em Rio Preto o primeiro transplante autólogo (do próprio paciente) de células tronco para o tratamento da doença de Crohn. O procedimento foi comandado pelo cirurgião geral e proctologista Roberto Luiz Kaiser Júnior e o proctologista e hematologista Milton Ruiz. Os médicos retiram células tronco da medula do próprio paciente e as aplicam no organismo. A expectativa é que haja melhora e, em alguns casos, o desaparecimento dos sintomas.

Ainda em fases de testes, o transplante ainda não é regulamentado no Brasil, por isso só é realizado com autorização da Justiça. Além disso, a cirurgia não é oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e não entra na cobertura dos planos de saúde. Maria Stella Calças/Diário da Região

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