“Vida ao Marinheirinho” marca o Dia da Água em Votuporanga

Comemorar o Dia Mundial da Água (22 de março) é uma oportunidade de refletir sobre várias questões relacionadas a este precioso recurso. Além de nos preocuparmos com o uso correto e racional, é importante preservar as fontes de coleta da água para abastecimento das cidades.
Em Votuporanga, a data é celebrada em meio ao início da execução do maior programa de recuperação de áreas de preservação ambiental localizadas ao redor do Córrego Marinheirinho. O principal manancial da cidade conta com 36 nascentes, sendo responsável pelo abastecimento da represa de captação superficial.
Chamado “Vida ao Marinheirinho”, a iniciativa tem o objetivo de devolver a vida aquática ao córrego, aumentar a vazão, desassorear suas margens, recuperar a vegetação nativa, promover a volta da fauna, entre outros. Como explica o superintendente da Saev Ambiental, Eng. Marcelo Marin Zeitune, o novo programa irá cuidar da área à montante da represa, responsável por 35% do fornecimento de água para abastecimento público; a outra parte é coletada por poços subterrâneos ligados ao Aquífero Guarani. O córrego Marinheirinho deságua no Rio Grande. Sua vazão mínima fica em torno de 206 litros por segundo com as primeiras nascentes próximas ao Distrito de Simonsen.
Ações
O Vida ao Marinheirinho conta com diversas ações; a principal delas é o plantio de quase 200 mil mudas de árvores nativas na extensão do córrego, em volta de nascentes e dentro de propriedades rurais. Grande parte das mudas já está sendo produzida nos viveiros do Horto Florestal “Sérgio Ramalho Mata”.
As ações envolverão 85 propriedades rurais e dará atenção especial ao córrego que por muitos anos sofreu ações de degradação do homem e o despejo in natura do esgoto gerado em Votuporanga. A revitalização vem na sequência do início de funcionamento da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) “Antonio Aparecido Polidoro” que passou a receber, tratar e despejar a água limpa e não mais poluída no córrego. O trecho ligado à ETE está à jusante da represa de captação de água da Saev Ambiental.
Organização
A coordenação do programa é feita pela Saev Ambiental, Prefeitura de Votuporanga e Associação dos Produtores Rurais do Marinheirinho e conta com recursos da Secretaria de Meio Ambiente do Governo do Estado, Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Caixa Econômica Federal e Agência Nacional de Água (ANA). Com investimentos de R$ 3,3 milhões, durante os próximos dois anos o Córrego receberá um intenso trabalho de plantio, educação ambiental de produtores e população do entorno, cercamento de APPs (Áreas de Preservação Permanente) de nascentes e córregos. Além da produção das mudas, os envolvidos estão concluindo a fase de documentação, pregões e licitações. O levantamento da área e demarcações já foram concluídos.
A maior verba será empregada inteiramente pelo DER. Num valor em torno de R$ 2,3 milhões, o departamento do Estado elegeu as APPs do córrego para receber parte do plantio compensatório referente às obras de duplicação da Rodovia Euclides da Cunha (SP-320). Além do plantio, o trabalho prevê isolamento das áreas de preservação permanente e a manutenção pelo período de dois anos. O DER atuará numa área de 42 hectares, envolvendo 24 propriedades rurais.
Em outra área, de 21 hectares com 16 propriedades, serão liberados R$ 380.933,23 pelo Fundo Socioambiental da Caixa Federal. Com a contrapartida de R$ 24.308,00, a Saev Ambiental irá plantar espécies nativas, isolar e recuperar a vegetação nas APPs e promover educação ambiental da população do entorno. Alguns dados da área já foram coletados e georreferenciados por engenheiro florestal, responsável técnico pelas ações do projeto.Pelo projeto Olhos D´Água, a Agência Nacional de Água (ANA) empregará recursos de R$ 428.000,00 em 12 hectares para isolar 17 nascentes, recuperar a vegetação e desenvolver ações de educação ambiental. O município destinará outros R$ 48.715,20.
Também voltado para nascentes, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, com a CBRN – Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais e CRHI – Coordenadoria de Recursos Hídricos prevê o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), ou seja, remuneração dos produtores rurais que preservarem e/ou recuperarem APPs de nascentes em suas propriedades.

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