Vereadores investigam denúncia de superfaturamento em Fernandópolis

Suspeita é com irregularidades na compra de merenda escolar. Ministério Público Federal recebeu denúncia e também investiga o caso.

Vereadores de Fernandópolis (SP) investigam uma nova denúncia feita na Comissão Especial de Inquérito que apura o superfaturamento na merenda escolar na cidade. Agora os vereadores apuram a suspeita de falta de alimentos porque, segundo uma ex-funcionária do município, alguns produtos demoravam até três meses para chegar.

Os vereadores querem ouvir 50 servidores, todos ligados à merenda escolar no município para a conclusão da CPI. Uma merendeira trabalhou por dois anos na prefeitura, foi ouvida pelos vereadores, e diz que algumas vezes teve de improvisar por falta de alimentação. “Ficamos três meses sem feijão, extrato de tomate não estava vindo, a ordem que a gente tem é que para fazer o que tem”, diz a merendeira Márcia Maria Mendes.

A comissão foi formada depois da denúncia de um vereador de que os preços pagos pela prefeitura pelos produtos da merenda estavam acima dos praticados pelo mercado. O aumento no orçamento da merenda de mais de R$ 1,3 milhão de um ano para o outro, também está sendo investigado. A prefeitura diz que respeitou todas as determinações legais durante o processo de licitação. “Muito tranquila porque trabalho com lisura, transparência e todos os documentos estão aí à disposição de quem quiser ver”, afirma a prefeita Ana Bim.

Ela também rebate a suspeita de falta de produtos. “Às vezes falta por causa da entrega, por causa da licitação do pregão, são coisas normais que acontecem”, afirma a prefeita. O Ministério Público Federal de Jales recebeu a denúncia e também investiga o caso.

A comissão deve encerrar os trabalhos em uma semana, e apresentar um relatório para os demais vereadores, que vão votar para decidir sobre a continuidade ou não da investigação. “Se aprovar o relatório, monta a comissão processante e aí sim terá de mostrar outro relatório com inocência ou acusação contra a prefeita, que poderá até ser cassada”, afirma o presidente da comissão, Gustavo Pinato. G1

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