Vanessa Diniz, uma votuporanguense que brilha no Cutwoman, Upper Cut Cutwomen, dentro do MMA

Conheça um pouco da vida e da trajetória esportiva da votuporanguense que concorre ao Prêmio Osvaldo Paquetá, o Oscar do MMA nacional.

A votuporanguense Vanessa Diniz vem se destacando com sua equipe de Cutwoman, Upper Cut Cutwomen, dentro do MMA Nacional. A equipe está concorrendo ao Prêmio Osvaldo Paquetá, um prêmio considerado o Oscar do MMA no Brasil, que acontecerá dia 19 de janeiro em Curitiba/PR.

Para aqueles que não possuem tanta familiaridade com os termos do MMA ou possui curiosidade nesse universo em franca expansão em todo o mundo, perguntamos um pouco, para entender de Vanessa os “segredos” da arte, que você pode conferir na entrevista abaixo.

> Vanessa o que é Cutwoman?

Cutwoman ou Cutman para os homens, são os profissionais que fazem a vaselinação quando o atleta entra no cage e o primeiro atendimento de lesões dentro do octógono nos intervalos entre um round e outro.

> Como você se interessou nesse tipo de trabalho?

Eu sempre gostei muito de lutas, faço Muay Thai há 8 anos com o Lucas Mineiro na Capital da Luta aqui em São Paulo. Meu sonho sempre foi fazer medicina, no fim acabei me formando na Unifev em Jornalismo, e trabalho há 12 anos já no programa A Tarde É Sua, com a jornalista e apresentadora Sonia Abrão na Rede TV. Mas o sonho da medicina nunca morreu dentro de mim, eu queria ser cirurgiã de emergência. Acabei conhecendo a profissão em um evento de MMA que fui assistir e resolvi unir o útil ao agradável.

> O que é preciso para ser Cutwoman?

Para ser Cutwoman é preciso fazer um curso especializado nessa área, onde aprendemos as noções básicas de primeiros socorros, estacamento de sangue, como diminuir os hematomas, como agir quando um atleta convulsiona ou é nocauteado e fazemos estágios também. O meu primeiro estágio foi no UFC.

> Há quanto tempo existe a equipe Upper Cut Cutwomen?

A equipe tem apenas um ano de formação, somos a única equipe do mundo formanda apenas por mulheres, as outras equipes que existem são mistas. Somos em 4 mulheres, eu e a Fabiana nos conhecemos no curso de cutwoman, temos dois anos de formação, a Jadhy e a Quéren conhecemos trabalhando em um evento, elas se interessaram em nosso trabalho, passamos o curso para elas estão com a gente há 6 ou 7 meses.

> Você já disse que é jornalista também, todas as outras meninas também têm outro emprego? É difícil viver só dessa profissão?

Sim eu sou jornalista, trabalho como produtora do programa, a Fabiana é dentista, a Jadhy e a Quéren trabalham no setor administrativo. Infelizmente ainda é muito difícil viver dessa profissão no Brasil, até para lutador aqui as coisas são bem difíceis. No nosso caso temos o problema de fazer com que os donos de eventos entendam que somos importantes para preservar a integridade física e a qualidade de luta do atleta. A maioria contrata uma ambulância e acha que está tudo certo. Graças à Deus estamos conseguindo com passos de formiga mudar esse cenário.

> Vocês estão concorrendo ao Prêmio Osvaldo Paquetá, explica um pouco como é esse Prêmio e o que significa pra vocês participarem dele.

O Prêmio é encabeçado pelo Cristiano Martins, presidente do Prêmio. Ele é como se fosse o Oscar, mas de MMA Nacional, críticos, jornalistas e profissionais da área como atletas, técnicos, donos de eventos fazem uma seleção onde escolhem os 5 melhores do Brasil. Os cinco indicados vão para uma votação popular na página do Prêmio, qualquer pessoa pode votar. Daí sabemos do resultado na cerimônia de votação que irá acontecer no dia 19 de janeiro, em Curitiba e qualquer pessoa pode ir assistir também. Para nós é uma honra participar do Prêmio, só o fato de ter sido indicada e estar entre os 5 melhores do Brasil já foi uma grande surpresa, estamos concorrendo juntos com outros 4 veteranos do meio e temos apenas um ano de formação.

> Como faz para votar, os votuporanguenses podem te ajudar?

Claro, sem dúvidas peço a ajuda de todos os votuporanguenses, tenho muitos amigos aí, fui embora de Votuporanga há 12 anos, porém minha mãe e meu irmão caçula ainda moram aí. Amo essa cidade. Para votar é necessário entrar no link prêmio https://premioosvaldopaqueta.com.br/de-seu-voto/

> E para finalizar como você vê o crescimento do MMA no Brasil e o da sua profissão?

O MMA no Brasil está muito bem expandido devido ao UFC, porém o MMA Nacional ainda tem muita dificuldade em crescer, patrocinadores, investidores nesse esporte são mínimos e bem centralizados apenas no UFC, por ser um evento de nível mundial, por ser transmitido por uma emissora grande e tudo mais. Alguns eventos utilizam verbas públicas e outros dependem de ingressos vendidos. Se tivéssemos mais apoio seríamos com certeza um grande centro de eventos. Não somos mais o país do futebol a muito tempo e sim o país do MMA, tempos grandes lutadores que poderiam estar em eventos gigantescos como o próprio UFC, Brave ou Bellator. Já na minha profissão os passos de formigas são menores ainda, temos muita dificuldade com patrocínio, com o entendimento da importância do nosso trabalho nos eventos. Porém eu recebo bastante apoio de fora do País, temos bastante seguidores internacionais na mesma área, o Monroe, cutman do UFC por exemplo é um deles… fico irradiante quando ele curte uma postagem nossa. Outro apoio que tenho bastante é da Jess uma cutwoman da Irlanda, troco muita experiencia com ela. Tenho a esperança de crescermos muito ainda no MMA Nacional.

*Quem quiser, assim como nós do Votunews, ajudar essa votuporanguense guerreira subir ao topo no Prêmio Osvaldo Paquetá é só acessar: https://premioosvaldopaqueta.com.br/de-seu-voto/

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