Vagões velhos usados por suspeitos são removidos pela ALL

Os vagões de trem que foram depositados na antiga estação ferroviária de Votuporanga, por ordem judicial, começaram a ser removidos pela ALL (América Latina Logística), que explora a ferrovia na região com trens de carga. A retirada é resultado de uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Estadual.

Segundo os moradores da região, os vagões estavam sendo usados por suspeitos, que dormiam no interior deles ou usavam o local para o consumo de drogas. Depois de vários problemas denunciados, o Ministério Público foi acionado e propôs a ação. Ontem, no local restavam alguns vagões que devem ser removidos nos próximos dias.

A ALL fez a retirada de vários vagões, deixando no local uma locomotiva e cinco vagões. A empresa, também, mesmo cumprindo a ordem judicial, deixou restos de vagões que foram desmontados no local. Os problemas dminuiram, já que um dos vagões deixados pela ALL, atualmente é usado como alojamento de funcionários.

PROBLEMA REGIONAL

Na região noroeste paulista, 13 cidades decretaram epidemia de dengue este ano. Enquanto isso, em Rio Preto, vagões abandonados estão indignando os moradores. O problema ocorre desde junho de 2012, quando um trem descarrilou 16 vagões na cidade. Dez meses depois, a empresa América Latina Logística (ALL) e a prefeitura ainda não recolheram os vagões.

A sucata está abandonada e acumula água das chuvas, o que torna um local propício para o mosquito da dengue proliferar. Os moradores estão com medo e o aumento de casos só reforça o perigo. Os vagões retorcidos foram depositados entre as principais ruas da cidade, onde há um grande fluxo de pessoas todos os dias.

Segundo o morador Adriano Donizete Mari. Nas residências próximas ao local, muitos casos de dengue já foram confirmados. “Quando comecei a encontrar mosquitos da dengue na minha casa, acionei o Centro de Controle de Vetores, que passaram olhando as residências. Não tenho vasos em casa, meu quintal está em ordem, mas por morar em frente os vagões conclui que poderia ser de lá. Não me deram nenhuma posição, só disseram que entrariam em contato e até agora nada aconteceu”, conta Mari.

Segundo a prefeitura, a responsabilidade para a retirada dos vagões é da ALL. Em nota, reconhece o risco para município e alega que os funcionários da equipe de controle de vetores fazem a avaliação e colocam produtos como cloro para combater possíveis riscos. “A situação é desfavorável para nossa cidade, então, por inúmeras tentativas, tentamos contato para que a situação seja resolvida, porém até o momento nada foi feito. Através da prefeitura, estamos acionando o Ministério Público para possíveis ações via Promotoria”, explica diretor da Vigilância Sanitária Rogerio Keidel Spada.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da ALL informou que um novo cronograma foi estabelecido e todos os vagões devem ser removidos em até 60 dias do local. Neste período, como medida preventiva de combate à dengue, técnicos ambientais da empresa, em parceria com agentes da prefeitura, realizam semanalmente a aplicação de água sanitária e sal nos vagões, produtos que impedem a proliferação. O pedido para a retirada deses vagões foi feito insistentemente no ano passado, pelo vereador Osvaldo Carvalho, por meio de ofícios à ALL e também junto aos demais órgãos competentes.

Da Redação

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