Vacina contra dengue é liberada e chega em maio

Em maio, clínicas de Rio Preto já devem iniciar a venda da vacina contra a dengue, liberada nesta segunda-feira, dia 28, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Chamada de Dengvaxia, a vacina, fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, oferece proteção de 93% contra casos graves da doença, redução de 80% das internações e eficácia global de 66% contra os quatro tipos de vírus da dengue.

Só em Rio Preto, nos últimos oito anos, 40 pessoas morreram com dengue. Este ano foram 11 mortes e quase 22 mil pessoas infectadas pelo mosquito.

Apesar da aprovação da Anvisa, a vacina ainda está em análise pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos para definir o valor de cada dose, processo que dura em média três meses. Nos locais onde a vacina já está disponível, como nas Filipinas e no México, o preço de custo para as clínicas de cada dose é, em média, 20 euros, ou seja, R$ 85.

A expectativa é que o produto esteja disponível para a comercialização entre março e abril. Em Rio Preto, a Unimed já sinalizou que se interessa pelo produto e que deve começar as vendas a partir de maio, porém, o preço ainda não foi definido.

De acordo com a Unimed, a cooperativa médica mantém um convênio com a Sanofi e desde o início de 2015, quando a empresa informou que estava apenas aguardando a aprovação da Anvisa, a Unimed Rio Preto se mostrou interessada no produto.

De acordo com a fabricante da vacina, são necessárias três doses para se prevenir do vírus, porém, já na primeira dose, 70% dos pacientes já ficam imunizados. As outras doses são de reforço vacinal e aumentam a eficácia.

“Acredito que seja muito importante que o Ministério da Saúde compre esse medicamento e distribua à população. O resultado dos testes mostraram que, apesar do custo alto, a vacina diminui o risco de morte e as internações, fazendo com que os pacientes tenham melhor qualidade de vida e diminuindo custo com tratamentos”, disse o médico infectologista do hospital Emílio Ribas, em São Paulo, Jean Gorinchteyn.

O infectologista afirmou ainda que quanto mais jovem é o paciente, mais efeito a vacina produz. “Essa vacina é feita com o vírus inativo. Isso faz com que o próprio organismo crie anticorpos contra o vírus. Quanto antes a pessoa tomar, mais anticorpos ela irá produzir contra esse vírus e mais eficaz ela será”, diz.

O médico alerta apenas que mulheres grávidas, pessoas com doenças imunossupressoras, como a Aids, e aquelas que estão com dengue, estão desaconselhadas de tomar a vacina. “Essas pessoas não têm anticorpos suficientes para combater o vírus e por isso não devem se vacinar”, conclui.

A Prefeitura de Rio Preto informou por meio da assessoria de imprensa que irá aguardar a aprovação do Ministério da Saúde sobre a vacina em questão.

O Ministério da Saúde, por sua vez, aguarda a análise do custo do medicamento, aliado à eficácia e ao impacto financeiro da vacinação em massa. Porém, a distribuição gratuita não está descartada.

Nacional

Outra alternativa à vacina francesa é o medicamento que está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

A Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) está diretamente envolvida nos testes da vacina. Em parceria com a Secretaria de Saúde de Rio Preto, a Famerp está recrutando 1,2 mil pessoas, de 2 a 59 anos que servirão de cobaias para que os pesquisadores avaliem o grau de eficácia da vacina.

Assim como a vacina francesa, o medicamento nacional que está em fase de testes é tetravalente, ou seja, garante proteção contra os quatro tipos de dengue. Ao contrário da vacina francesa, a nacional é de dose única. Já foram feitos testes clínicos em duas fases e os resultados foram positivos. A previsão é que a vacina esteja disponível em 2017. Victor Augusto/Diário da Região

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