qua, 07 de outubro de 2026

Unifev promove seminário sobre habitação popular e os 22 anos do Planta Popular

Evento reuniu estudantes, profissionais e comunidade para discutir moradia digna e políticas de Habitação de Interesse Social

O curso de Arquitetura e Urbanismo Unifev realizou, nesta segunda-feira (5), o seminário “22 anos da Planta Popular: uma política de Estado – Habitação Popular e Habitação de Interesse Social”. O evento ocorreu no Auditório Prof. José Camilo Bertolozzi, na Cidade Universitária, e reuniu estudantes, docentes, profissionais e comunidade.

A programação do evento de segunda-feira contou com a participação de profissionais com atuação na área, que abordaram temas relacionados às políticas habitacionais, inclusão social, sustentabilidade e Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS). Entre os convidados estiveram a arquiteta e urbanista Profa. Dra. Poliana Risso Silva Ueda, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), câmpus São José do Rio Preto, e do CAU/BR; o arquiteto e urbanista Prof. Me. Victoriano Pedrassa Neto, da Unip, de São José do Rio Preto; a arquiteta e urbanista Anaine Gripe, da Pro ATHIS; a arquiteta e urbanista Geovana Carolina Lino Chagas, egressa da Unifev e representante da Pastoral da Moradia e Biodiversidade; e a secretária de Planejamento Urbano e Habitação de Votuporanga, Tássia Gelio Coleta, também egressa da Unifev.

Um dos destaques foi a apresentação sobre a trajetória dos 22 anos do Programa Planta Popular, coordenado pela Profa. Dra. Terezinha de Oliveira Gonzaga e desenvolvido em parceria entre o Núcleo de Arquitetura da Unifev (NAU) e a Prefeitura de Votuporanga. A iniciativa foi abordada a partir de sua contribuição social e de sua importância para a formação dos estudantes.

Segundo Terezinha, o programa oferece assistência técnica a famílias de até três salários mínimos que possuem um imóvel no município e precisam de um projeto para construir a própria residência. Ao longo de sua trajetória, o projeto já recebeu 350 solicitações de plantas populares. Segundo Terezinha, 188 famílias foram admitidas no processo e 121 chegaram a receber a planta e o alvará de construção. Desse total, 45,55% iniciaram as obras e 28 concluíram a construção.

“Dessas 28, 25 moram com a casa acabada só por dentro e não terminada por fora, porque são famílias que têm muita dificuldade financeira para poder fazer o processo de construção”, explicou.

Ainda de acordo com a docente, a construção das moradias pode levar, em média, de quatro a seis anos. Isso ocorre principalmente porque muitas famílias não têm condições financeiras para contratar mão de obra. Nesses casos, o programa também oferece assessoria técnica nos fins de semana, acompanhando as famílias durante o processo de autoconstrução.

“É feita nos fins de semana por autoconstrução, porque a maioria não tem condição de pagar mão de obra. Então, nós fazemos uma assessoria técnica no fim de semana para poder eles construírem as casas”, destacou.

No evento também foram discutidas experiências de inserção da habitação de interesse social em áreas consolidadas, práticas de ATHIS e políticas públicas urbanas e habitacionais de Votuporanga. A programação foi encerrada com um debate entre os participantes.

A atividade integrou a unidade curricular Moradias Coletivas e Habitação de Interesse Social e o projeto de curricularização da extensão “Planta Popular e Casa Viva: Arquitetura, Paisagem e Comunidade”. A realização também esteve relacionada ao Dia Mundial do Habitat, celebrado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na primeira segunda-feira de outubro.

Para o reitor da Unifev, Prof. Dr. Osvaldo Gastaldon, o encontro reforça a importância da aproximação entre universidade, poder público e comunidade. “Discutir habitação de interesse social é também refletir sobre cidadania, inclusão e qualidade de vida. A Unifev busca contribuir para essa discussão por meio da formação de profissionais preparados para compreender e atuar diante das demandas da sociedade”, concluiu.

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