União para o desenvolvimento de uma cidade

É comum ouvir, não só aqui, que a união é fundamental para o desenvolvimento de uma cidade, de um estado, de um país. Já é clássico o discurso Casa Dividida de Abraham Lincoln: “Uma casa dividida contra si mesma não pode permanecer…

Se, desde o primeiro momento, conseguimos determinar onde nos encontramos e aonde nos dirigimos, poderemos julgar muito melhor o que temos de fazer e como fazê-lo”.

Ocorre que a união pressupõe desprendimento, disposição ao diálogo e o reconhecimento efetivo de uma liderança, que existe para trabalhar para o bem de todos. Sem isso, a tão buscada união não passa de um discurso vazio ou de um instrumento argumentativo, que serve apenas para ser utilizado em determinadas oportunidades ou situações.

Realmente, a união é a chave mestra de uma organização política e social. Respeitado o cumprimento da lei, quando o bem comum está em questão, o sucesso da empreitada depende, e muito, da capacidade de aglutinação do povo, de onde nasce a mais genuína e legítima força.

Meu pai, que mora em Cassilândia, MS, contou-me que, em fins dos anos 1970, a cidade havia conseguido as instalações para ligações telefônicas exteriores. A chamada inaugural seria realizada pelo Padre John Pace, um maltês, direto de Cassilândia para a capital de Malta, um do Mar Mediterrâneo. Meu pai, felicíssimo, dirigia-se para o grande evento, na praça pública. No caminho, deu carona a um vereador que apenas queria ir a outro ponto da cidade. Ao ser indagado se não ia prestigiar a inauguração, o político disse não, para não dar crédito ao prefeito, e até torcia para que a ligação caísse.
Mas, essa velha prática política ficou pra trás, ainda bem. Hoje, não importa o autor ou os autores das realizações que trazem benefícios públicos. O valor maior é o resultado do trabalho, não a autoria dele. E, para que todos possam usufruir dos bons resultados, a união é essencial. Como nos ensinou o grande presidente Lincoln, “Eu não espero a divisão… Eu não espero ver a casa cair, mas espero que ela deixe de ser dividida”.

Evandro Pelarin – Juiz de Direito da Vara da Infância e Juventude de Fernandópolis

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