União e governo de SP anunciam criação de agência para combater crime organizado

A criação de uma “agência de ação integrada” para combate ao crime organizado foi a primeira medida anunciada nesta terça-feira (6) pela parceria entre União e o governo do Estado de São Paulo para enfrentar a onda de violência que deixou ao menos 90 policiais militares mortos só neste ano.

As tratativas, no entanto, descartam o envio de tropas do Exército ou da Força Nacional de segurança para o Estado e não especificam custos e nem o que, de imediato, será feito para evitar novos ataques a policiais e a civis.

Só na noite passada, por exemplo, ataques na zona norte de São Paulo deixaram sete pessoas mortas e causaram a interrupção de linhas de ônibus de transporte coletivo que foram alvos de furtos ou incêndios comandados por criminosos.

A agência que será criada e outras cinco medidas –que abrangem o fortalecimento dos trabalhos de perícia; fiscalização conjunta em vias marítima, aérea e terrestre; criação de um centro de comando e controle integrado por videomonitoramento; ações de enfrentamento ao crack e transferência de presos de São Paulo a penitenciárias federais –foram apresentadas pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e pelo governador Geraldo Alckmin, após reunião no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Sobre a transferência de presos envolvidos com mortes de policiais e agentes penitenciários para presídios federais, Cardozo e Alckmin não informaram quantos ou quais serão transferidos, bem como para quais unidades federais –são quatro, ao todo — alegando “razões de segurança”.

De acordo com o ministro, a futura agência será coordenada pelo superintendente da Polícia Federal no Estado de São Paulo, Roberto Troncon Filho, indicado pela União, e, pelo governo paulista, pelo secretário-adjunto de Segurança Pública, Jair Burgui.

Participarão do grupo, pela União, PF, PRF (Polícia Rodoviária Federal), Secretaria Nacional de Segurança Pública, Depen (Departamento Penitenciário Nacional) e Receita Federal. Pelo governo de SP, integrarão a agência representantes das polícias Civil, Militar e Científica, além do MPE (MInistério Público Estadual) e Secretaria Estadual da Fazenda. O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) também será convidado a compor a agência.

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