Um lugar que cresceu ao construir uma avenida

Antônio Augusto Paes é uma via considerada um dos principais atrativos que impulsionaram o desenvolvimento desta região

O bairro Vila Paes foi iniciado em 1959, com 340 lotes. A partir daí o bairro foi se estendendo para os prolongamentos: Deoclécio Lasso, Fuza e Luzia Capareli e também o Loteamento Alberto Honório.

Todo mundo conta que as pessoas não compraram terrenos no local por causa do buracão, que ficava justamente onde hoje é a avenida Antônio Augusto Paes e seguia até o terminal rodoviário, onde ao lado hoje ainda ficou parte do antigo buraco.

As expectativas com relação ao lugar começaram a mudar a partir do momento em que surgiram os comentários de que a Vila Paes receberia investimentos e que seria construída a avenida Antônio Augusto Paes. Os que deslumbraram o futuro decidiram arriscar.

Entre os que viram na Vila Paes um bom lugar para investir estão os irmãos Luiz Gonzaga Poloni e Ewerton Luiz Poloni, que, juntos com o irmão Ary Ernesto Poloni, a mãe Cleivocy Secchini Poloni, o pai e os tios, construíram o Lanchopão, que era um misto de lanchonete, choperia e padaria, por isso este nome. O empreendimento existe desde 1978 e é uma sociedade familiar.

“Como o bairro não tinha este tipo de estabelecimento, escolhemos investir aqui. Começamos com a padaria e tudo foi se transformando com o tempo. O local era pouco povoado e onde hoje é a avenida, era o buracão da Vila Paes”, disse Luiz Gonzaga.

Ewerton lembrou que não tinha luz na avenida e, para iluminar a padaria, eles, então, compraram os primeiros postes da rua.

“Não dava para imaginar que este seria um dos principais acessos à cidade. Aqui não tinha nada. A padaria mais perto era a São Jorge, que ficava perto do Supermercado Santa Cruz, no Centro da cidade”, contou Luiz Gonzaga.

Com o tempo, o Lanchopão começou a ficar famoso. “Fazíamos pães de qualidade e diferentes. Fizemos entregas em toda a cidade e, por tudo isso, a avenida Antônio Augusto Paes ficou conhecida como a do Lanchopão. Até os comerciantes da avenida, quando vão explicar onde ficam seus estabelecimentos, nos usam como referência”, destacou Luiz Gonzaga.

“Nossa decisão foi certa. Foi bom para nossa família e para o bairro investirmos aqui. Tudo aqui foi se desenvolvendo, o asfalto chegou mais rápido e as pessoas começaram a se mudar para cá. Fizeram a escola, o jardim, instalaram a rodoviária, tudo foi melhorando para esta região da cidade”, ressaltou Ewerton.

“Temos muito a agradecer a este bairro. Se você está no mesmo lugar há 36 anos, não é por acaso. Muitas pessoas passaram por aqui. Tem gente que não mora mais na cidade, mas quando visita Votuporanga, passa aqui para rever os amigos”, contou Ewerton.

Entre as histórias interessantes vivenciadas no Lanchopão, eles contaram que, quando o padre Silvio Roberto dos Santos fez a missa dos motoqueiros, a cidade foi invadida por jovens. “Eles passaram por aqui também. Além deles, um dia, um coral de São Paulo, que veio aqui se alimentar, cantou dentro do Lanchopão. Temos muitas histórias”, finalizaram Luiz Gonzaga e Ewerton. Leidiane Sabino/A Cidade
leidiane@acidadevotuporanga.com.br

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