Túmulo de boliviana é violado e corpo deixado nu

O túmulo da enfermeira boliviana Maribel Laura Tancara Nina, morta no último domingo, dia 21, aos 31 anos de idade, foi violado durante a madrugada desta quarta-feira, dia 24, no cemitério São João Batista, em Rio Preto.

Maribel morreu após ser ferida com golpe de canivete no pescoço durante briga com o marido, o atendente Willian Diego Ferreira Egri, 27 anos.

De acordo com informações da Polícia Militar, um funcionário do cemitério notou que o túmulo havia sido violado e comunicou a polícia, por volta das 7h. “Chegando no local, constatamos que o corpo foi retirado do caixão, deixado ao lado do túmulo e sem as vestes”, disse o tenente Rafael Alvarenga, da polícia militar.

Dentro do caixão havia dois ovos de galinha e, ao lado do corpo, uma maçã e uma garrafinha de água com os dizeres “tratamento espiritual”.

O tio de Maribel, o boliviano Javier Nina Ramos, está inconformado com o que aconteceu: “Nós não fazemos nada de errado neste país, não fazemos mal a ninguém, nos dedicamos a trabalhar, nos esforçamos para ficar bem com todo mundo e alguém faz uma crueldade dessas. Eu acho que foi tudo planejado pelo rapaz que a matou”.

O corpo vai para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame necroscópico. A polícia não descarta que o corpo tenha sido violado sexualmente ou até sido parte de um ritual. Embora pertençam a uma cultura na qual rituais de purificação do corpo após a morte sejam comuns, o tio de Maribel nega que a família seja adepta a esse tipo de rito. “Existe (esse tipo de ritual), mas nós não praticamos nada disso”, disse Javier.

Procurada pela reportagem do Diário da Região, a direção do cemitério não quis falar sobre o assunto. Em nota, o Secretário de Administração Luís Roberto Thiesi informou que determinou a abertura de sindicância administrativa para apurar o fato e eventualmente responsabilizar os culpados.

De acordo com a prefeitura, a segurança do local é feita por dois anjos da guarda no período noturno e um no período diurno, que realizam ronda em toda a extensão. “Há vasta iluminação e torre central para facilitar a ronda e evitar transtornos como o ocorrido. Há mais de 9 anos não se tinha notícia de vandalismo, em que pese o cemitério contar com mais de 23 mil sepulturas e um área de mais de 7 alqueires”, diz o comunicado.

 

Assassinato

Maribel Laura Tancara Nina, 31 anos, morreu depois que o companheiro, o atendente William Diego Ferreira Egri, 27 anos, golpeou o pescoço dela com canivete. O crime ocorreu na casa dos pais dele, no Solo Sagrado, no último domingo, dia 21. Egri foi preso pela Polícia Militar. Os avós paternos sumiram com a filha do casal, de sete meses.

O juiz Evandro Pelarin determinou a  busca da criança, que segundo o juiz, deve ser entregue aos avós maternos, já que tem uma convivência maior com eles. Caso desobedeçam a ordem judicial, os avós paternos ficam sujeitos a pena de seis meses a dois anos de detenção. A menina ainda não foi localizada.

No momento em que foi preso, William disse à polícia que a discussão começou porque a mulher ameaçava voltar para a Bolívia com a filha. De acordo com o boletim de ocorrência, Maribel teria pego um canivete e partido para cima de Willian, que estava deitado.

O rapaz teria conseguido desarmar a enfermeira, mas acabou acertando o pescoço dela algumas vezes. O acusado disse à polícia que quando a mulher caiu no chão tentou reanimá-la.

Maribel foi socorrida pelos Bombeiros, ainda viva, até a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Norte. Ela não resistiu e acabou morrendo.

O acusado foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP).

Colaborou Gabriel Vital

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