Troca de provas ameaça concurso da Prefeitura

Denúncias de falhas no concurso público da Prefeitura de Rio Preto para agentes de saúde ameaçam a validade da prova, realizada no último domingo, pela Fundação Vunesp. Candidatos a vagas de agente comunitário de saúde afirmam que fizeram a prova para agente de controle de endemias. Três candidatos foram à polícia relatar o problema, enquanto dezenas relataram o problema por meio das redes sociais. Segundo eles, os dados e número de inscrição estavam corretos, tanto na prova quanto no gabarito, mas os conteúdos das questões eram voltados para a área de endemias.

No edital, as vagas estão dividas entre Agente Comunitário de Saúde (328 vagas) e Agente de Controle de Endemias (72 vagas). Para ambas, o salário oferecido é de R$ 1.022,25 por 40 horas semanais trabalhadas. Apesar disso, as provas exigiam conteúdos diferentes. “Na capa do caderno de questões estava escrito ‘Agente de Controle de Endemias’ e no gabarito ‘Agente Comunitário de Saúde’. Está claro que houve erro e o próprio fiscal de prova confirmou. Tinha questão específica de endemias”, disse o operador de caixas Israel de Almeira Cassucci, 30 anos.

Cassucci foi um dos candidatos que procuram a polícia para registrar queixa. Ele fez a prova na sala quatro do bloco quatro da Unirp, junto com outras duas mulheres que também fizeram boletim de ocorrência. O operador de caixas afirma que, além do nome errado no caderno de questões, percebeu em alguns enunciados que o assunto era destinado a agentes de controles de endemias, porém acreditou que seria apenas uma prova para todos os candidatos. “Achei que eles fossem separar na hora de corrigir as questões de cada área, mas quando fui falar com outros colegas, ao final da prova, as perguntas não batiam. Foi então que percebi o erro. A saúde do município já está ruim, não podem falhar também no concurso”, afirmou.

Outra que se disse prejudicada foi a empregada doméstica Juscelaine Alves da Silva, 35 anos. Ela também percebeu o erro ao conversar com outros candidatos, já fora da sala de aula. “Tentei voltar e conversar co o fiscal. Chamaram o coordenador, mas disseram que não podiam fazer nada, que era para eu entrar com recurso. Na hora da prova eu vi que tinha muita coisa que não tinha visto em sala de aula”, disse. Essa foi a terceira fase do concurso. Um total de 624 inscritos fizeram essa etapa – 96 para endemias e 528 para comunitário. Antes de realizar a prova específica, os candidatos tiveram um curso preparatório durante dois domingos, um total de 16 horas de aula. Na primeira fase, os inscritos fizeram uma prova objetiva. Já na segunda, física.

Prefeitura diz avisou Vunesp

A Prefeitura de Rio Preto afirmou ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que está apurando o ocorrido e que já notificou a Fundação Vunesp para que explique os motivos das reclamações dos candidatos. Ainda de acordo com o município, nenhum candidato será prejudicado. “A Prefeitura notificou a fundação para que explique as reclamações registradas pelos candidatos e diga a solução proposta caso confirme o problema”, afirmou em nota. Já a Fundação Vunesp se limitou a dizer que está analisando a ocorrência e que “se manifestará oportunamente”. A Vunesp não informou qual a solução proposta caso o erro seja confirmado.

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