Tribunal do Júri condena aposentado acusado de matar e queimar corpo de jovem de 22 anos em Votuporanga

Terminou por volta das 19h30, desta sexta-feira, um dos julgamentos mais aguardados deste ano. O caso Priscila chamou a atenção da opinião pública e comunidade votuporanguense.

Depois de quase 12 horas de julgamento, a sentença foi anunciada pelo presidente do Tribunal do Júri – juiz Jorge Canil, que após a votação na sala secreta pelos jurados, aplicou a pena totalizando 22 anos de prisão ao aposentado Manoel Américo da Costa, 67 anos, acusado pela morte da jovem Priscila de Souza, 22 anos.

O crime aconteceu no dia 03 de setembro de 2010, após o fim do relacionamento entre a jovem e o aposentado, este teria levado Priscila a um canavial próximo à Estrada do 27, asfixiado ela com uma gravata e depois colocado fogo em seu corpo.

Mesmo diante das provas contidas no processo, o suspeito negou a autoria do crime, inclusive disse categoricamente durante o seu depoimento de que nem conhecia a vítima.

De acordo com a sentença do magistrado Jorge Canil, o acusado foi condenado há 20 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e mais dois anos de reclusão por ocultação do cadáver. A pena deverá ser cumprida em regime integral fechado. O aposentado está preso na Penitenciária de Andradina, onde deverá cumprir totalmente a sua pena aplicada pela justiça de Votuporanga.

Os advogados de defesa Marcos Gianezi e Silvano Pirani informaram logo após a divulgação da sentença de que irão protocolar recurso junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Já o representante do Ministério Público, o promotor de Justiça, Marcus Vinícius Seabra, que atuou na acusação afirmou que a justiça, mais uma vez foi feita.

O mesmo sentimento teve a mãe da vítima, a senhora Tereza Gomes, que afirmou à reportagem: “fico aliviada, pois a justiça foi feita”, disse.

Depoimentos

Um dos momentos mais aguardados no julgamento foi o depoimento do suspeito, que durou cerca de uma hora. Mesmo com as provas contidas no processo, o suspeito negou veementemente a autoria do crime. Ao ser questionado pelo juiz Jorge Canil, sobre o seu depoimento prestado na época do crime, no dia 03 de setembro de 2010, o aposentado disse com todas as letras de que não cometeu o assassinato e tampouco conhecia a vítima.

Pela primeira vez na história da Justiça de Votuporanga um promotor foi arrolado como testemunha de acusação. O promotor de Justiça Eduardo Martins Boiati prestou depoimento como testemunha de acusação. Durante o julgamento, o acusado, que se encontra preso na penitenciária de Andradina desde o crime, chorou algumas vezes.

Outro depoimento emocionante foi o da mãe de Priscila, que, bastante emocionada e chorando, conclamou que a justiça seja feita “minha filha não merecia essa brutalidade”, disse. O então namorado de Priscila, também foi arrolado como testemunha de acusação e disse durante o depoimento de que o assassino da jovem era o aposentado. Priscila deixou um filho do relacionamento com o seu então namorado. O encerramento do Júri e a leitura da sentença deve acontecer por volta das 19 horas, desta sexta-feira.

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