Transplante de medula óssea: João Pedro à espera de uma nova vida em uma só gota

Uma campanha para salvar a vida do garoto João Pedro Moreira Azevedo, 9 anos, que luta contra um câncer no sangue, já mobilizou mais de mil pessoas em toda a região.

 

A meta agora é que outras cinco mil pessoas se cadastrem no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), aumentando assim as chances de encontrar um doador compatível.

 

Além de João Pedro, a campanha pode ajudar outras 384 pessoas no Estado que estão na mesma expectativa. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer, as chances de compatibilidade entre doadores não-aparentados, ou seja, fora do núcleo familiar são de uma em cem mil.

Sensibilizados pela história do menino, o Centro Universitário de Votuporanga (Unifev) abraçou a causa e nos próximos dias 23 e 30 receberá técnicos do Hemocentro de Fernandópolis para cadastrar pessoas interessadas em se tornarem possíveis doadores de medula. “O pai do João nos procurou e contou toda a história.

Nos sensibilizamos e resolvemos abrir esse espaço tão importante e que poderá ajudar tantas pessoas. Se toda a comunidade interna do centro universitário se cadastrar, teremos pelo menos cinco mil cadastros. Mas a campanha é aberta para todos, por isso esperamos conseguir ainda mais cadastros”, afirma Aparecida Aoki, gerente acadêmica do comitê da Unifev e integrante do comitê de responsabilidade social da instituição.

Atualmente, no Brasil, 3,5 milhões de pessoas já estão cadastradas no Redome. Para fazer parte do banco de dados é simples. O procedimento não leva mais do que 20 minutos. De acordo com a responsável pelo Hemocentro de Rio Preto, Luciana Ferreira, qualquer pessoa entre 18 e 54 anos, que não tenham tido doença oncológica anterior, podem ser cadastrados. Para o registro uma amostra de sangue de 10 mililitros é coletada com os dados do possível doador. “Quanto mais pessoas se cadastrarem no banco de dados, maiores são as chances de encontrar um possível doador”, afirma a responsável pelo Hemocentro da cidade.

Batalha diária

Com apenas 9 anos, o pequeno João Pedro, que ainda mostra a inocência no sorriso banguelo, luta há quatro contra a leucemia. Em dezembro do ano passado, como a quimioterapia não surtiu todo efeito esperado para neutralizar a doença, o transplante foi indicado. “Ele estava sendo acompanhado desde 2009 no Hospital de Base e depois desse período fazendo químio o transplante foi indicado”, afirma Cláudio José dos Santos Azevedo, 32 anos, pai de João Pedro.

Assim que veio a notícia do transplante a família correu para fazer os exames de compatibilidade. “Nem eu, nem minha esposa e nem a nossa filha foram compatíveis, por isso estamos mobilizando as pessoas para que se cadastrem. Quanto mais registros, maiores as chances de salvarmos a vida do João e de milhares de crianças no Brasil e no mundo”, afirma o pai que em solidariedade ao filho também raspou o cabelo.

A dona de casa Maira Schiavinatto, 28 anos, foi uma das pessoas que se cadastraram depois que conheceram a história do garoto João Pedro. “Levei todos os meus parentes para fazer o cadastro. Meu filho também teve leucemia e está em manutenção. No caso dele não é necessário o transplante, mas assim podemos ajudar outras pessoas”, afirma Maira. De acordo com o hematologista do Hospital de Base de Rio Preto João Victor Piccolo Feliciano, em casos como o do menino, o transplante é recomendado para cura da doença.

“O tratamento com quimioterapia nesses casos é paliativo e deve ser realizado por um longo período. Para evitar outras complicações que aparecem com o tratamento prolongado, normalmente optamos pelo transplante de células-tronco”, diz o médico.

Feliciano explica ainda que a medula é o local onde o sangue é produzido e a leucemia compromete essa produção. “Atualmente existem outras maneiras de conseguir recuperar a medula doente. O transplante de células-tronco do cordão umbilical é um deles. Além da captação dessas células no sangue periférico. Mas a técnica mais comum é o transplante de medula”, explica o médico.
Desde 2011 o centro de hematologia do Hospital de Base não faz a captação e o transplantes de medula. O local passa por uma reestruturação. As pessoas que são compatíveis são levadas para os centros da região, como Barretos e Campinas para fazerem os transplantes. Para se tornar um possível doador, basta procurar um hemocentro. Victor Augusto – diarioweb.com

Serviço:
– Rio Preto
Avenida Jamil Feres Kfouri nº 80 Jardim Panorama, atrás do HB – Telefone: (17) 3201-5151
– Fernandópolis
Rua Santista, 266 – Telefone: (17) 3442-5544

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password