TOC: um distúrbio mental que afeta parte da população

Os pensamentos obsessivos normalmente trazem consigo sentimentos desagradáveis, como: ansiedade, medo, insegurança, inadequação, dentre outros
Você sabe o que é o TOC? Já ouviu alguém dizendo por aí e não sabe exatamente o que significa? A equipe do Diário conversou com uma psicóloga e vamos esclarecer todas as suas dúvidas sobre o assunto.
De acordo com a psicóloga Nicole Fortunee Vieira Hadida, TOC significa: Transtorno Obsessivo Compulsivo. A pessoa com o transtorno normalmente relata ter pensamentos invasivos que a tomam de sobressalto sobre os quais ela sente não ter controle algum. Estes pensamentos são chamados pensamentos obsessivos e são angustiantes para a pessoa, portanto na tentativa de eliminá-los ou pelo menos neutralizá-los, esta emite alguns comportamentos, os quais são chamados de comportamentos compulsivos, ou rituais.
Indagada sobre o que desencadeia a doença Nicole relata que: “a pessoa pode até ter uma pré-disposição genética, mas dependendo de sua história de vida, ela não se desenvolve”.
Para entender os fatores desencadeantes do transtorno, o mais apropriado é que o profissional especializado, no caso o psicólogo, conheça e entenda a história de vida de seu atendido, pois mesmo com os fatores hereditários a história é fator importante para a ocorrência ou não. É necessário também ter acesso ao que se passa atualmente na vida da pessoa.
A apreensão destes conteúdos é essencial para auxiliar no autoconhecimento. É com estas questões que o psicólogo trabalha na tentativa de amenizar o sofrimento e aumentar as boas sensações do indivíduo.
Quanto às variações da doença, a psicóloga explica que, “na realidade assim como os fatores desencadeantes que podem ser diversos e dependem da história da pessoa, diversos podem ser os pensamentos obsessivos e os comportamentos compulsivos.”
Temos o exemplo clássico do comportamento compulsivo de higiene, o qual ficou mundialmente conhecido com o personagem Melvin, vivido por Jack Nicholson no filme Melhor é Impossível, comenta.
Mas também há aquelas pessoas que tocam repetidas vezes em si mesmas ou em objetos, repetem frases, palavras ou gestos. De qualquer maneira há muitos tipos de comportamentos compulsivos, bem como pensamentos obsessivos.
É importante salientar que o mais fácil de observar são as compulsões, mas que conhecer e entender as obsessões é parte essencial para a evolução do processo psicoterápico, bem como saber em que momentos ambos acontecem (obsessões e compulsões). A doença pode atingir a todos, sem uma faixa etária específica.Como se comportam as pessoas com TOC
Segundo a psicóloga, os pensamentos obsessivos normalmente trazem consigo sentimentos desagradáveis, como: ansiedade, medo, insegurança, inadequação, dentre outros.

Algumas pessoas, por exemplo, pensam que vão ser infectadas, que morrerão ou perderão pessoas significativas, etc. Como esses pensamentos vêm com uma força avassaladora, como se algo muito ruim estivesse pré-determinado a acontecer, a pessoa passa a fazer rituais, comportar-se supersticiosamente para tentar evitar que tal fato venha a acontecer ou na tentativa de que tal pensamento desapareça.
Esses comportamentos podem ser: lavar as mãos repetidas vezes, rezar incessantemente, checar sua imagem no espelho, dentre outros.
Como já dito, esses pensamentos e comportamentos dependem da história de vida passada e presente da pessoa.Tratamento

Normalmente o tratamento é feito com associação dos conhecimentos psiquiátricos e psicológicos, bem como fármacos e atividades físicas, por exemplo. Não há previsão para término do tratamento, o interessante é acompanhar a melhora da pessoa.
Para o sucesso de tal tratamento, além de ótimo conhecimento técnico de profissionais comprometidos e empáticos, a pessoa precisa estar envolvida e participativa no processo.
Vale ressaltar que o TOC vai além daquela mania de arrumação e higiene, ou mesmo do costume de averiguar se trancamos as portas de casa antes de dormir. A pessoa com o transtorno tem sofrimentos significativos, podendo até mesmo ter prejuízos em seus relacionamentos interpessoais e ocupacionais por conta de tais obsessões e compulsões.
Ainda assim não podemos estigmatizar a pessoa com TOC, bem como qualquer outra em sofrimento psicológico. “O mais interessante é reconhecer que, assim como todos nós em algum momento da vida, este pode estar precisando de ajuda especializada para minimizar suas angustias”, finaliza a psicóloga. (Colaborou Paulo Ricardo Venâncio Diário de Votuporanga)

 

 

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