Tiago Caldeira é condenado a 27 anos de prisão

Depois de oito horas de julgamento, Tiago Caldeira Mateus, 29 anos, foi condenado a 27 anos e seis meses de prisão pelo assassinato da mulher, Anelise dos Santos Galisteu. Tiago é filho do suplente de vereador e presidente do Sindicato dos Motoristas de Rio Preto, Daniel Caldeira. O júri foi realizado nesta quinta-feira, dia 10, em Rio Preto. Os sete jurados decidiram pela condenação do filho do sindicalista, o que foi acatado pela juíza Gláucia Vespoli dos Santos Ramos de Oliveira.

Parentes e amigos de Anelise foram ao julgamento vestidos com camisetas estampadas com a foto da vítima e o pedido de Justiça. Alguns choraram no momento em que o promotor do caso, Marcos Antonio Lelis Moreira, relembrou o crime. O assassinato ocorreu em junho de 2013 na casa do casal, no bairro Manoel Del’Arco, em Rio Preto. Anelise foi atingida com um tiro de revólver na cabeça. O caso foi investigado pela Delegacia da Mulher de Rio Preto, que apontou Tiago como responsável pela morte da mulher.

Tiago alegou que o revólver disparou enquanto ele fazia limpeza de rotina da arma, mas testemunhas disseram no inquérito que o tiro ocorreu depois de uma briga entre o casal. Para o promotor, o crime foi caracterizado como homicídio duplamente qualificado. “Ficou provado que Tiago agiu com extrema crueldade e frieza no assassinato da esposa. Além disso, ele matou Anelise quando a mulher estava com o filho, de seis meses na época, do casal no colo. A criança vai carregar essa lembrança terrível pelo resto da vida.

Acho que foi exemplar a pena aplicada pela juíza, por causa do tipo e a forma como foi executado o crime”, disse o promotor. A advogada de defesa de Tiago, Gisele de Oliveira Lima, afirmou que vai entrar com recurso da decisão no Tribunal de Justiça de São Paulo na tentativa de reduzir a pena. “É absurda a condenação de Tiago a 27 anos de prisão, quando em casos semelhantes o máximo da pena chega a 18 anos. Como é semana dedicada ao Dia Internacional da Mulher, acredito que quiseram usar meu cliente de exemplo, por causa do crime contra a esposa, quando ele não teve intenção.

Tenho certeza de que os desembargadores do TJ vão reformar esta decisão”, diz a advogada. Desde o ano passado, a defesa de Tiago tentou, sem sucesso, transferir o julgamento de Rio Preto para outras cidades, com alegação de que o réu é filho do sindicalista Daniel Caldeira, figura conhecida na cidade. Tiago está preso desde 2013 no CDP de Rio Preto.

 

Créditos da matéria: Diário da Região

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