Tenente nega que bombeiros demoraram

O Corpo de Bombeiros de Votuporanga rebateu as acusações de que demorou para chegar ao incêndio na terça-feira, que destruiu três lojas no bairro Pozzobon.

O tenente Alex Brito de Moura, disse, durante entrevista anteontem ao Diário, que a partir da ligação comunicando a ocorrência, os bombeiros demoraram menos de 10 minutos para chegar à avenida Emílio Arroyo Hernandes, onde aconteceu o incêndio.

A comerciante Naira Kamila Caetano Neves, dona da loja de doces e artigos para festas, que ficou totalmente destruída pelas chamas, afirmou que os bombeiros demoraram mais de 20 minutos para chegar ao local. Comerciantes vizinhos confirmaram a versão de Naira.

Mas para o tenente o tempo gasto para chegar ao local está dentro da normalidade. “É o tempo normal do deslocamento. Saímos do quartel equipados, pegamos três semáforos no caminho, além de que a subida do caminhão com seis mil litros de água não é tão rápida”, argumentou ele.

Brito revelou que a maior dificuldade dos bombeiros foi saber onde estavam as chamas no primeiro momento por causa de fumaça escura, densa e tóxica. “Tentamos isolar o local e apagar as chamas. Estou com a consciência tranquila, porque sei que dei o máximo e não poderia fazer mais do que fiz, mas não estou com o sentimento de dever cumprido porque não conseguimos acabar com o fogo rapidamente.”

Outro problema apontado por Brito foi a ausência da brigada de incêndio formada por funcionários da empresa e que recebem treinamento prático e teórico durante oito horas para agir no princípio do incêndio até a chegada do Corpo de Bombeiros ao local.

O tenente falou ainda da falta de pessoas para trabalhar no combate de um incêndio nas proporções do que aconteceu na cidade. “Não adiantaria termos mais caminhões e equipamentos se não temos gente para operar o material.”

A falta de equipamentos citada pelo tenente foi endereçada ao vereador Mateus Rodero (PMDB), que, durante um programa de rádio em Votuporanga, criticou o material que os bombeiros têm à disposição, como escadas e mangueiras.

“Durante a ocorrência, algumas mangueiras apresentaram microfuros porque foram arrastadas e pressurizadas em cima dos vidros que se soltaram das portas, porém não houve nenhum prejuízo para o combate do incêndio propriamente dito”, disse o tenente. Paola Munhoz/Diário da Região Votuporanga

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