Tempo seco exige cuidado com o corpo

Olhos irritados, pele ressecada, cabelos quebradiços e dificuldades para urinar. Todos esses problemas podem ser causados pelo tempo seco.

Para piorar, ainda não há previsão de chuva em Rio Preto. A cidade está sem chuva há 47 dias, com umidade relativa do ar em 16% – estado de atenção – e temperatura acima dos 30ºC nos últimos dias, combinação que “sufoca” o rio-pretense.

A falta de umidade do ar atinge as vias respiratórias, sistema urológico, pele, cabelos e olhos. Os problemas mais recorrentes são nas vias respiratórias, como alergias, viroses e infecções respiratórias mesmo em pessoas saudáveis. Nos que já possuem problemas respiratórios, como asma e bronquite, as doenças são agravadas.

“Ainda tem a questão da poluição, que ajuda a ressecar a mucosa, o que favorece a aparição de doenças respiratórias”, disse o pneumologista João Batista Salomão. O barbeiro Ronaldo Ferreira de Souza, 19 anos, é um dos que sofrem com o clima atual. Todos os dias ele vai a pé de casa, no Solo Sagrado, até o Distrito Industrial, onde trabalha. Em parte do trecho precisa passar por uma estrada de terra. “Passo com a camiseta tampando o nariz porque tem muita poeira. Nessa época a garganta fica seca e ruim para respirar.”

O problema também atinge o instalador Jorge Teodoro, 27 anos, que sofre com olhos irritados devido à poeira. Diariamente ele usa sua motocicleta para trabalhar e o vento no rosto, antes de ser um alívio para o calorão, é sinônimo de transtorno. “Vou comprar um umidificador para minha casa, mas na rua não sei como vou fazer. Meus olhos ficam ardendo e o nariz irritado.”

De acordo com o ofalmologista Luciano Fochi Garcia, as baixas umidades provocam o ressecamento dos olhos, o que pode provocar irritação, vermelhidão, inflamação da superfície da córnea e visão turva. As pessoas que pegam muito vento no rosto e os que ficam em ambiente com ar-condicionado são os mais atingidos. “O ressecamento dá uma sensação de areia dentro dos olhos. Quem fica em frente a computadores tende a piscar menos e com isso a situação piora. Aconselho o uso de colírios lubrificantes para amenizar”, diz.

No período da seca a pele é outra que requer cuidado. O dermatologista João Roberto Antonio, chefe do setor de dermatologia do Hospital de Base, explica que o uso de cremes hidratantes ameniza o ressecamento da pele. “Esses produtos devem ser utilizados após o banho, porque os poros ficam abertos e a penetração é melhor. Nessa época existe ressecamento natural da pele, principalmente nos pés e mãos, onde a pele é mais enrugada e isso pode provocar fissuras”, disse.

Ainda de acordo com o especialista, a pele é alvo de outro problema muito sério: a alta incidência do raio ultravioleta (UV) nos períodos de seca. Para hoje, por exemplo, a previsão feita pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais é de raios UV índice 9, considerado muito alto. Quem sofre com isso são pessoas como o auxiliar de serviços gerias Wilson Lino Barbosa, 55. Ele percorre todos os dias de bicicleta trajeto de 4 quilômetros entre a casa e o trabalho. “O sol é de rachar. Está precisando chover urgente.” (Elton Rodrigues – diarioweb.com.br)

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