Técnico do CAV aproveita a pausa para se reciclar com estudos

Técnico do CAV intermediou parceria com a Ponte Preta e foi auxiliar de Guto Ferreira, Doriva e Felipe Moreira

Se os renomados treinadores Tite e Muricy Ramalho tiveram seus períodos sabáticos, o jovem Marcelo Dias, de 38 anos, vice-campeão da Série A-3 de 2015 e que prepara o Votuporanguense para o A-2 deste ano, não ficou atrás. No semestre passado, depois de festejar o acesso com o CAV, partiu para um período de aprendizado, com estudos em um curso de gestão no futebol, além da troca de experiências e aprendizado como auxiliar técnico da Ponte Preta.

“Fiquei uma semana no Corinthians estagiando e em seguida recebi o convite do gerente de futebol da Ponte Preta, Gustavo Bueno, para passar uma semana lá também, na época, com Guto Ferreira”, conta Marcelo.

Ex-jogador da Macaca, Marcelo foi quem intermediou a parceria entre o time de Votuporanga e o campineiro. “Passei o desejo para a diretoria e em seguida três dirigentes da Ponte ficaram dois dias em Votuporanga para conhecer a estrutura”, destaca o treinador. “O pessoal de Campinas elogiou bastante e na semana seguinte foi a vez do presidente Marcelo Stringari e de outros dirigentes do CAV irem a Campinas com o mesmo propósito. Eles acabaram assinando o contrato de parceria, válido por um ano.”

Pelo acordo, Marcelo foi escalado para ser um dos auxiliares técnicos da Macaca. “Foi muito importante para mim, que além de ter acompanhado três treinadores (Guto Ferreira, Doriva e Felipe Moreira), me inteirei sobre a gestão feita no clube”, disse o treinador. “Nesse período também pude conciliar e fazer um curso de Gestão Técnica no futebol de quatro meses pela Universidade do Futebol.”

Agora, o treinador vem fortalecido para encarar o seu novo desafio, o de conduzir o Votuporanguense ao Paulistão de 2017, numa briga ferrenha com vários times de tradição. “Pela evolução que o futebol está tendo foi fundamental para poder ajudar e servir ao Votuporanguense para continuarmos a crescer juntos”, disse Marcelo. “Estudar é fundamental porque o futebol está em constante evolução. Eu já possuía o curso de treinadores da Uefa, que obtive ainda enquanto era jogador em Portugal, que me ajudou muito no trabalho moderno aplicado em Votuporanga.”

E a proximidade com a Ponte Preta faz o técnico sonhar em um dia voltar ao time de Campinas, agora como técnico. “O fato de eu ter jogado na Ponte durante oito anos e ter muito respeito por parte da direção, ajudou nessa aproximação. Tenho certeza que essa parceria dará frutos, além de fazer com que o CAV seja mais visto e valorizado no cenário futebolístico”, disse o treinador.

“Sei que vou treinar a Ponte um dia porque é uma vontade minha e deles, mas antes quero continuar focado junto com todos que estão nesse projeto de levar o CAV à elite. Quero continuar a fazer história no clube da minha terra”, afirmou.

O CAV se reapresenta neste sábado, dia 2, para seguir sua preparação para a Série A-2. A estreia será contra o Marília, no domingo, dia 31 de janeiro.

Ozair Junior – diarioweb.com

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