Taxista é acusado de atropelar jovens após briga de trânsito

Dois irmãos foram atropelados por um taxista após uma briga na noite de segunda-feira, dia 18, no bairro Novo Aeroporto, em Rio Preto. Pedro Rodrigo Serafim, 22 anos, e Flávia Leila Serafim, 24 anos, ficaram feridos, precisaram de atendimento médico e Pedro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa, sem previsão de alta.

Pedro e Flávia relatam que seguiam em duas motos pela avenida dos Estudantes quando, ao parar no semáforo que possui botão para pedestres, em frente à escola Philadelpho Gouvea Neto, o taxista R.S., 61 anos, que estava atrás deles, começou a buzinar para que as motos seguissem, logo depois que um pedestre atravessou a rua, mas o sinal continuava vermelho.

“Ele (o taxista) começou a empurrar a traseira da minha moto. Meu irmão estava do lado e falou para ele se acalmar, que ele poderia matar alguém desse jeito. Então o taxista disse: ‘quer ver como é matar?’ e começou a perseguir a gente. Ficamos com medo e entramos no posto que tinha logo na frente. A gente implorou para ele ir embora e ele saiu cantando pneu”, conta Flávia.

As vítimas acharam que o taxista havia ido embora, e seguiram pela rua Onofre Benetti, até chegar à rotatória que dá acesso à avenida Feliciano Sales Cunha, quando perceberam novamente a aproximação do táxi.

“A gente parou no pare da rotatória e o taxista apareceu. Bateu na traseira da minha moto e me derrubou. Na hora eu nem senti nada e levantei. Aí vi que ele bateu na moto do meu irmão e jogou ele no poste. Tinha outro motociclista no pare. Ele tentou parar o táxi, mas quase foi atropelado também. O taxista saiu gritando que na próxima matava a gente”, disse Flávia.

A mãe dos jovens, Gorete Maria da Silva, está inconformada com a situação em que seus filhos estão. “É fácil perseguir alguém de carro, atropelar e falar que foi um buraco. Ele jogou o carro em cima deles. Minha filha está toda machucada, em carne viva e enfaixada. Meu filho está na UTI. Nada justifica o que ele fez”, desabafa.

“Isso foi tentativa de homicídio. Ele só pode ser psicopata. A gente achou que ele foi embora mas ele estava esperando para atropelar a gente”, ressalta Flávia.

Ainda na segunda-feira, o próprio taxista procurou a polícia para registrar um boletim de ocorrência. Ele disse à polícia que os dois irmãos estavam impedindo sua passagem na avenida. Ao buzinar para pedir passagem, iniciou-se uma discussão.

Ele teria parado em um posto próximo ao local, no qual um dos motociclistas desceu da moto e o teria agredido com um soco. Em seguida, os irmãos teriam fugido do local. O taxista afirmou à polícia que, após fugirem, os motociclistas caíram no chão, devido aos buracos na pista.

Flávia sofreu diversas escoriações pelo corpo, recebeu atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte e já está em casa. Pedro quebrou a bacia e permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Rio Preto, ainda sem previsão de alta. Segundo a família, ele precisará ficar imobilizado cerca de quatro à seis meses.

O caso será investigado pelo 2º Distrito Policial. A reportagem tentou contato com o taxista, que preferiu não comentar o caso.

Colaborou Laura Karan  -diarioweb.com

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