Taxa de mortalidade infantil volta a crescer

Secretaria Municipal explica que a maior parte das mortes aconteceram por causas não evitáveis, como má formação

O índice de mortalidade infantil em Votuporanga tem crescido nos últimos anos. De acordo com a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), a taxa atual do município, com base em números de 2014, é de 9,2. A quantidade de óbitos de bebês voltou a crescer depois de uma queda significa ao longo dos anos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, oito das 10 mortes de crianças do ano de 2014 aconteceram por motivos inevitáveis.

No ano passado, nasceram 1.091 crianças na cidade e faleceram 10, a taxa da Fundação Seade leva em consideração a quantidade de crianças falecidas a cada mil nascimentos.

Em 2010, a taxa do município foi de 10,2; no ano seguinte, de 13,5; em 2012, de 3,7; em 2013, de 8,5; e, em 2014, de 9,2.

Secretaria de Saúde explica casos

A Secretaria Municipal de Saúde explica que em 2013 foram registrados oito óbitos infantis; no ano seguinte – 2014, foram 10 casos, sendo oito, por mortes não evitáveis (o que inclui má formação congênita com a vida, dentre elas: traqueomalácia e síndrome de Edwards). Já neste ano de 2015, o município de Votuporanga registrou quatro óbitos infantis.

Mesmo com o aumento da quantidade de crianças que perderam a vida, a Secretaria de Saúde destacou que Votuporanga é hoje referência em promoção do desenvolvimento infantil, sendo mencionada, inclusive, em matéria de capa da Revista EXAME de junho deste ano. A reportagem abordou o trabalho da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, que criou o Primeiríssima Infância – programa introduzido em Votuporanga desde 2010.

Em Votuporanga, o programa proporcionou, entre outros resultados, a reorganização da atenção à gestante e à criança a partir da atenção básica; a criação e qualificação dos grupos de gestantes e famílias com crianças pequenas nas unidades de saúde, nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e Centros de Educação Municipal de Ensino Infantil (Cemei) – aprimorando o acolhimento e a escuta profissional relacionada as demandas do público atendido; protocolos de pré-natal, puerpério, parto e puericultura – envolvendo aspectos emocionais e sociais do desenvolvimento infantil; criação de espaços lúdicos nas unidades de saúde e Cras.

Ainda de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o número de consultas de pré-natal vem aumentando de um ano para o outro, um acréscimo de 84 para 88%. Em 2013, das 1070 gestantes, 908 foram submetidas a sete ou mais consultas de pré-natal, o que é um sensível indicador de melhora na qualidade de saúde. No ano seguinte, 945 mães, do total de 1074, fizeram sete ou mais consultas pré-natais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda às gestantes a realização de, pelo menos, sete consultas de pré-natal.

A participação de mães e gestantes nos grupos de apoio, também tem crescido substancialmente no município. Para se ter uma ideia, em 2013, 174 mães participavam do grupo de aleitamento materno, hoje são 218 – um aumento de 25,28%. O apoio profissional é importante nessa fase, ajudando a esclarecer questionamentos e oferecendo informações que facilitem o aleitamento materno.

Todas essas ações contribuem para a diminuição da mortalidade infantil, materna e fetal. Leidiane Sabino/A Cidade

 

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