Suspeito de executar jovem é inocentado pela justiça

Reviravolta nas investigações da execução da jovem Camila de Jesus Lopes, de 21 anos, morta com tiros na cabeça no dia 27 de julho, no bairro Vila Nova, em Votuporanga. O principal suspeito, o tapeceiro Paulo Vitor Sestito, de 19 anos, preso desde o dia do crime, foi inocentado e deixou na noite de ontem o CDP (Centro de Detenção Provisória).
Sestito havia sido reconhecido por uma testemunha como sendo o autor dos disparos, mas o trabalho de investigação realizado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), com indicações do advogado de defesa do rapaz, indicaram que ele estava em outro local no momento do crime.
De acordo com o advogado de defesa do tapeceiro, Kleber Costa Gonçalves, o alvará de soltura do jovem foi assinado pelo juiz de direito Jorge Canil. “Ele foi solto graças a um trabalho bem elaborado pela delegada da DDM, Edna Rita de Oliveira Freitas, que concluiu num relatório que Paulo Vitor não teve vínculo algum com o crime”, explicou o defensor.
Ainda de acordo com o advogado, Paulo Vitor estava comprovadamente em local diferente ao do homicídio no momento em que ocorreu. “Ele estava num posto de combustíveis no bairro Estação, com o carro quebrado, entre as 21h15 e às 22h. O homicídio ocorreu às 21h43. O período em que ele ficou no posto foi comprovado por câmeras do sistema interno de segurança do posto e também por funcionários do estabelecimento.
Outro ponto é que, quando ele foi preso, ele tinha dentro do carro um capacete de cor amarela, sendo que testemunhas afirmaram que o verdadeiro assassino utilizou um capacete preto. Fora isso, apenas uma testemunha do homicídio disse que Paulo Vítor era o autor, sendo que outras comprovaram o contrário”, afirmou o advogado.
Crime
Camila foi executada com tiros na cabeça após ser cercada por dois indivíduos em uma motocicleta na rua Maranhão. Após o crime, segundo o boletim de ocorrência, uma das viaturas, passou a patrulhar as imediações.
No cruzamento da avenida Prestes Maia com a rua Fioravante Poiane, os policiais avistaram um automóvel em alta velocidade, que seguia em direção ao bairro São João, ocupado por três indivíduos. Após abordagem, os policiais encontraram no interior do automóvel uma blusa de moletom, de cores semelhantes as do traje do assassino e um capacete, mas nenhuma arma.
Um dos ocupantes era o tapeceiro Paulo Vitor Sestito, que admitiu ser dono dos pertences, mas negou a autoria do homicídio. Durante a abordagem, o policial recebeu a informação de que, no local do crime, uma testemunha havia presenciado os disparos e tinha condições de identificar o autor caso o visse. Na presença do suspeito, a testemunha reconheceu com certeza absoluta que o suspeito era mesmo o autor dos disparos. Com a reviravolta, os trabalhos de investigação sobre o caso prosseguem. (Jociano Garofolo –  A Cidade)

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