Suspeita de ter mordido criança nega o fato em audiência

Funcionária da creche municipal também não quis pagar a pena, alegando não ter condições financeiras; mãe dará continuidade a processo 

Foi realizada ontem, em Votuporanga, a primeira audiência que trata sobre o caso do garoto que foi mordido no Cemei “Maria Lygia Bertoncini Leite”. A mãe da criança, Juliana Rodrigues de Souza, contou à reportagem que a audiência foi realizada pelo Ministério Público, no fórum.

Segundo ela, a faxineira que aparece em algumas imagens das câmeras de segurança também compareceu ao local. Ela negou os fatos e apegou-se à questão de que o laudo foi inconclusivo e, por isso, não prova que a mordida é, realmente, de um adulto.

Foi oferecida à mulher a proposta de pagamento de meio salário mínimo, voltado à uma instituição de Votuporanga, porém, a mesma negou a proposta, afirmando que não teria condições financeiras para isso. Devido a este fato, Juliana afirma que seguirá com o processo.

Segundo nota da assessoria de imprensa da prefeitura de Votuporanga, o órgão não faz parte do processo e, portanto, não foi notificado.

Entenda
No dia 31 de outubro de 2014, ao buscar seu filho no Cemei “Maria Lygia Bertoncini Leite”, Juliana Rodrigues de Souza, de 33 anos, constatou que o mesmo tinha uma mordida em seu braço esquerdo. Ela fotografou a agressão e, na outra semana, registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher de Votuporanga.
Juliana também solicitou imagens das câmeras de segurança da escola. Na época, a Secretaria da Educação abiu uma Comissão nomeada para a Sindicância que iria investigar o caso. O processo, porém, foi arquivado por falta de provas.

Laudo
Segundo a delegada titular da DDM, Edna Rita de Freitas, o laudo não foi conclusivo. “A foto não tem as medidas da mordida. Quando a criança passou por exame, as mesmas não foram tiradas”, disse ela, afirmando ainda que os dados são aproximados. Como não foram registradas as medidas, não é possível comparar às do suspeito de ter efetuado a agressão.
Segundo nota da assessoria de imprensa da Prefeitura de Votuporanga, o laudo foi anexado ao processo. A prefeitura informa que devido ao documento ser inconclusivo quanto à identificação do autor do fato, aguardará desfecho do inquérito policial. Maíra Petruz/Diário de Votuporanga

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