Surto de virose contamina 40 por dia em Votuporanga

Votuporanga vive um surto de virose. A Secretaria de Saúde registra, em média, 40 doentes por dia, desde o início de agosto. Somente no mini-hospital “Fortunata Germano Pozzobon”, do bairro Pozzobon, são 10 notificações diárias. De 17 de agosto até ontem, 1.560 votuporanguenses contrairam a doença.
O médico Luciano Figueiras, clínico geral da Secretaria de Saúde, faz um alerta sobre os sintomas. “O paciente fica com febre, diarreia, vômito, náuseas, dor abdominal, perda de apetite e mal-estar geral”, conta.
O profissional diz que o tratamento indicado é, basicamente, hidratação, ingestão de alimentos leves (banana maçã, maçã sem casca, goiaba, suco de caju e maracujá, canjas, purês e sopas). “Os remédios são para amenizar os sintomas (vômitos, febre e dores, por exemplo). Mas, em todas internações, é aconselhável procurar uma unidade de pronto atendimento”, enfatiza.

Atendimento
A enfermeira responsável pelo setor local de Vigilância Epidemiológica, Danúbia Franco, explica que os casos são atendidos pelas unidades de saúde, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Mini-Hospital do Pozzobon. “Esses órgãos realizam o acompanhamento do paciente. Para a Santa Casa de Votuporanga, só irão os quadros mais graves que merecem internação como, por exemplo, a desidratação grave”, destaca.

Sintomas
Zenilda Aparecida Cestito, de 48 anos, sentiu fortes dores na barriga, além de diarreia e vômito na semana passada. “Passei por atendimento na Policlínica e o médico me orientou que bebesse bastante líquido e fizesse alimentação leve”, conta. Zenilda é auxiliar de limpeza e ficou dois dias sem trabalhar.
Marlene de Fátima Fanelli, de 56 anos, também teve virose. “A gente não tem fome e fica sem força para fazer as tarefas do dia a dia”, afirma. Marlene é agente operacional da Secretaria da Saúde e revela que sete servidores do órgão contraíram a doença.

Cuidados
O clínico geral aponta os cuidados de higiene que devem ser redobrados como lavar as mãos antes e depois de ir ao banheiro e antes de comer, lavar alimentos crus, fazer uso do álcool gel para higienização das mãos e dos objetos.
“É importante que o paciente seja afastado, no caso das crianças de escolas e creches, e os adultos do trabalho por cinco dias, em média, para bloquear a transmissão”, afirma Figueiras.

Andressa Aoki
andressa.aoki@diariodaregiao.com.br

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password