Stéfano Yuri brilha e Santos chega à sexta final consecutiva do Paulistão

Chuva, falhas defensivas, estrela de Oswaldo de Oliveira, assistência decisiva de Rildo, gol salvador de Stéfano Yuri, vitória sofrida… Ufa! Em um duelo recheado de grandes emoções, o Santos bateu o Penapolense por 3 a 2, na Vila Belmiro, pela semifinal do Paulistão. Cereja do bolo? Sexta participação consecutiva na final da competição estadual (2009, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014).

FALHAS DEFENSIVAS

Campo molhado e defesa adversária bem postada. O Santos não teve vida fácil nos primeiros minutos do duelo com o Penapolense na Vila Belmiro. Mas, com Geuvânio e Thiago Ribeiro puxando a marcação nas pontas, Arouca e Cícero surgiam como opções ofensivas.

E foi exatamente dos pés da dupla que o Santos abriu o placar aos 21 minutos. Após uma tabela sem sucesso com Leandro Damião, Arouca tocou curto para Cícero, que chutou forte de fora da área. A bola desviou na zaga, enganou o goleiro Samuel e morreu no fundo da rede.

Apesar do gol, o Santos não conseguiu controlar a partida. Errava ao atacar e, para pior, dava espaço para o Penapolense avançar. Aos 26 minutos, erro crasso. David Braz puxou o atacante adversário dentro da área e o árbitro Marcelo Rogério assinalou pênalti. Guaru cobrou e empatou o jogo.

Com o duelo empatado, o Penapolense se jogou ainda mais ao ataque. O Santos também atacava, mas de forma tímida. No embalo do primeiro gol, o time de Penápolis encontrou a virada em outra infelicidade de David Braz – desta vez com “ajuda” de Aranha. A dupla santista bateu cabeça no contra-ataque adversário e deixou a bola livre para Douglas Tanque carregá-la até o gol.

ESTRELA DE OSWALDO DE OLIVEIRA

Atrás do placar, o Peixe começou o segundo tempo levando perigo para o goleiro Samuel. Nos primeiros cinco minutos, Cicinho, com um chute cruzado de fora da área, e Cícero, em cobrança de falta, por pouco não balançaram a rede.

A insistência ofensiva surtiu efeito aos 15 minutos. Mas com influência direta de Rildo, que havia entrado segundos antes no lugar do apagado Gabriel. O camisa 16 pedalou para cima de Rodrigo Biro, entrou na área e cruzou para Leandro Damião, de cabeça, colocar o duelo em igualdade outra vez: 2 a 2.

Se não bastasse o equilíbrio técnico e tático durante o segundo tempo, a chuva proporcionou um duelo mais “pegado”. Leandro Damião quase colocou fogo na Vila Belmiro em duas oportunidades. Aos 31, o atacante acertou uma forte cabeçada dentro de pequena área, mas o goleiro Samuel fez bela defesa. Dois minutos depois, o camisa 9, sozinho na área, errou a bola, “chutou o ar” e perdeu uma chance incrível de recolocar o Santos na frente do placar.

Aos 38 minutos, o grito de gol do Santos foi ecoado na Vila Belmiro. Só que a emoção santista durou pouquíssimos segundos. O gol de cabeça de David Braz (impedido) foi anulado pela arbitragem. Mas a estrela de Oswaldo de Oliveira voltou a brilhar minutos depois. Aos 42 minutos, Stéfano Yuri, que havia entrado no lugar de Leandro Damião dois minutos antes, mudou o cenário da partida. E mudou para melhor. Acionado por Thiago Ribeiro, o jovem atacante, 19 anos, invadiu a aréa e, num chute certeiro, fez o gol da vitória santista.

Festa na Vila Belmiro! Festa de Stéfano Yuri! Festa da torcida santista que, pela sexta vez seguida, vê o seu time disputar a grande final do Paulistão. Pintou o 21º título?

FICHA TÉCNICA
SANTOS 3 x 2 PENAPOLENSE

Local: Vila Belmiro, Santos (SP)
Data/Horário: 30/3/2014, às 16h
Árbitro: Marcelo Rogério
Assistentes: Rogério Zanardo e Miguel Caetano Ribeiro

Público/renda: R$ 353.892,00 / 12.409 pagantes
Cartões amarelos: Cicinho, Mena e David Braz (SAN); Samuel, Guaru e Rodrigo Biro (PEN);
Cartões vermelhos: –

GOLS: Cícero, 21’/1ºT (1-0), Guaru, 26’/1ºT (1-1), Douglas Tanque, 34’/1ºT (1-2), Leandro Damião, 15’/2ºT (2-2),  Stéfano Yuri, 42’/2ºT (3-2),

SANTOS: Aranha, Cicinho, Neto, David Braz e Mena; Arouca, Cícero e Gabriel (Rildo – 15’/2ºT); Geuvânio, Thiago Ribeiro e Leandro Damião (Stéfano Yuri – 40’/2ºT). Técnico: Oswaldo de Oliveira.

PENAPOLENSE: Samuel, Rodinei, Gualberto, Jaílton e Rodrigo Biro; Liel, Washington, Petros e Guaru; Alexandro (Neto – 37’/2ºT) e Douglas Tanque. Técnico: Narciso.

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