Socorristas do Samu fazem campanha de doação de sangue e plaquetas para a filha

Quem sempre salvou vidas agora pede ajuda. Giuliana Migliari de Lima, 30 anos, e Thiago Valério do Nascimento, 36, são socorristas do Samu e descobriram, na última terça-feira, dia 29, que a bebê deles, a Beatriz, que tem sete meses, está com leucemia. O casal faz campanha nas redes sociais e também pedidos pelo WhatsApp para que as pessoas doem sangue e se cadastrem para ser doadores de medula. O amor dos pais faz com que eles se antecipem às possíveis necessidades do bebê.

A descoberta da doença se deu por acaso. Bia apresentava uma bronquite que não sarava. Na terça-feira, um hemograma mostrou que ela estava com os leucócitos – que são as células brancas que fazem parte do sistema imunológico do organismo – elevadíssimos. Imediatamente foi internada no Hospital da Criança e Maternidade (HCM). Um novo exame apontou que Beatriz tem leucemia linfoide aguda (câncer no sangue).

“Assim que soubemos, não quisemos acreditar, o chão faltou. Mas decidimos que vamos nos unir e fazer tudo pela nossa pequena Bia, para que ela sare logo”, diz Giuliana. Desde a internação, Beatriz toma medicação para tentar baixar os leucócitos e poder começar as sessões de quimioterapia, tratamento inicial indicado contra a leucemia, e que deve começar esta semana. “A médica que está acompanhando a Bia disse que ela é uma paciente grave. Por isso está em uma bomba de infusão recebendo corticoides para abaixar os leucócitos. Assim que chegarmos a um número razoável começa o tratamento”, diz a mãe.

A quimioterapia usa medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Contudo, atinge também as células sadias do corpo. Por causa do tratamento, pode ocorrer queda das plaquetas e anemia. Nos dois casos é preciso fazer transfusões. Caso a leucemia não responda ao tratamento quimioterápico ou ocorra recidiva (volta da doença), uma alternativa é o transplante de medula. Como é enfermeira, Giuliana sabe das dificuldades de encontrar um doador de medula. A chance de ser compatível é de uma em cada cem mil pessoas.

“A campanha #juntospelabia é para conseguirmos o sangue e as plaquetas que ela vai precisar durante o tratamento e, se for necessário, aumentar as chances de encontrar um doador compatível. As pessoas estão nos ajudando muito. Se a Bia não precisar de toda a doação, essas pessoas vão ajudar outras, que também precisam”, diz. Até o último domingo, dia 3, estiveram no Hemocentro de Rio Preto 243 pessoas para se tornar doadores, sendo que 215 estão aptos, e o sangue foi coletado.

Nos dias 1º e 2, foram realizados 52 cadastros de medula, mas não é possível afirmar se são todos para Bia. “Houve um aumento significativo que provavelmente foi motivado por esse incentivo. Campanhas como esta são sempre muito importantes, pois realmente estimulam as pessoas a doar e aumentam o movimento no Hemocentro de Rio Preto”, diz a coordenadora de captação da unidade, Bárbara Cabrera Esteves.

Redes

No perfil do casal no Facebook (www.facebook.com/giuethi.migliaridelimavaleriodonascimento), os pais Thiago e Giuliana fazem praticamente da rede um local para relatar diariamente tudo que envolve a Bia. Uma das declarações da mãe fala sobre a dificuldade de ver a sua filhinha que foi sempre tão agitada, agora quietinha, sem se mexer. Em outra, comemora que ela conseguiu se virar sozinha na cama.

Em uma das postagens mais recentes de Thiago, o pai emocionado e muito alegre, vibra com a filha que depois de tirar uma soneca se levantou e começou a brincar com ele, que filmou a filha pela câmera do celular. “Deus seja louvado…”, escreveu. O casal também agradece sempre as doações que estão sendo feitas e mantém as pessoas informadas sobre tudo que envolve a pequena Bia que, nesta quarta-feira, dia 6, completa oito meses.

Para ser doador

De sangue:
  • Estar em boas condições de saúde
  • Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam de autorização)
  • Pesar no mínimo 50 quilos
  • Estar descansado (ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas)
  • Estar alimentado (evitar comidas gordurosas nas quatro horas que antecedem a doação)
  • Apresentar documento original com foto
  • O procedimento leva aproximadamente 30 minutos
De plaquetas:
  • As exigências são parecidas com as do doador de sangue, mas há algumas diferenças:
  • O doador terá de passar por uma contagem de plaquetas antes do procedimento
  • Precisa já ter feito duas doações de sangue antes
  • Se for mulher, não pode ter mais de duas gestações
  • A retirada será feita por uma máquina
  • O procedimento leva aproximadamente 2 horas
De medula:
  • O primeiro passo é ir ao Hemocentro de Rio Preto para se cadastrar. É retirada uma pequena amostra de sangue e feito o cadastro com os dados pessoais e contatos
  • O procedimento leva aproximadamente 30 minutos

Serviço:

  • Hemocentro de Rio Preto
  • Endereço: Rua Jamil Feres Kfouri – Jardim Panorama
  • Horário: 7h às 13h todos os dias
  • Informações: (17) 3201-5151

 

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