Sócio aponta erros na formação do elenco da Alvinegra

A derrota do CAV (Clube Atlético Votuporanguense) por 2 a 1 para o Flamengo, na manhã do último domingo, que praticamente deixou a equipe fora da segunda fase da Série A3 do campeonato Paulista, causou tumulto entre torcedores e atletas e o desabafo do diretor José Carlos Melo, que apontou erros na montagem da equipe e criticou o gerente de futebol, Luís Cortillazzi, o Luisão.

Mesmo tendo um jogador a mais em boa parte do jogo, o CAV não conseguiu vencer, praticamente anulando as chances de classificação. Por isso, alguns torcedores e jogadores discutiram, sendo necessária a intervenção da Polícia Militar para a saída dos atletas.
O destaque ficou por conta do desabafo do sócio José Carlos Melo, ao radialista Cláudio Craveiro aos microfones da Rádio Cidade. Emocionado, ele agradeceu o apoio da torcida, imprensa e o trabalho do diretor Marcelo Stringari. 

Críticas a Luisão
“Estamos pagando por nossa inocência. Este foi o primeiro ano nosso na organização do futebol de Votuporanga. Começamos errando quando contratamos o gerente de futebol (Luisão). Não fomos felizes na escolha. Houve um racha na diretoria quando foi contratado este menino, que não fez um bom trabalho. Acho que a culpa maior é nossa, da diretoria, por dar poderes extraordinários a este gerente que fez e desfez. Não estou dizendo que ele é culpado da derrota de hoje, porque não entrou em campo e não jogou. Mas, temos 35 jogadores inscritos e não tínhamos um volante para entrar no final do jogo (de domingo). Foram feitas contratações erradas”, falou José Carlos Melo. 
Para Melo, a não classificação do CAV é resultado de decisões erradas no início da formação do grupo. “Erramos no primeiro dia, quando o gerente chegou e disse que era o Tatuí (Elton Marcel da Silva) ou ele no time. Isso, quando tinha terminado a inscrição dos atletas. Se ele fosse embora, levava 14 jogadores junto. Tivemos que abaixar, ajoelhar e pedir, fique! Tiramos o Tatuí e deixamos o Luisão. Tiramos uma pessoa nossa para satisfazer a vontade do gerente de futebol. Não estou dizendo que ele perdeu o jogo hoje, quem perdeu foi meia dúzia de meninos que não têm a mínima condição”. 
Melo também fez cobranças ao time. “Eu nunca vi, nos últimos 20 anos, uma equipe que não vibra com a torcida como essa. Quando fizemos o gol de empate (no domingo), que era importante, somente um jogador foi abraçar o Serginho. Este é um time sem vibração, que não se identificou com a torcida nem com a imprensa. Os jogadores fizeram greve contra a imprensa, o técnico deu entrevista e os repórteres tiveram que pedir pelo amor de Deus para eles falarem, é inadmissível”, continuou. 
Para José Carlos Melo, que acompanhou boa parte dos jogos da Alvinegra, o ponto crítico que a Votuporanguense não conseguiu resolver foi o preparo físico da equipe. “Metade do time está lesionada e outra metade não consegue correr dois tempos. Infelizmente, paramos no meio do caminho”, falou. Procurado, Luisão disse que terá uma reunião hoje à tarde com Marcelo Stringari e, posteriormente, irá se pronunciar.

Opinião de Luciano Melo
Já o sócio Luciano Melo manifestou sua tristeza. “O possível, a diretoria fez. No ano que vem, estaremos juntos de novo. Nossa família é apaixonada por futebol, acompanhamos desde sempre e ficamos tristes com o resultado”. 

O presidente
O presidente da equipe, Marcelo Stringari, falou que não há justificativas para a derrota do time dentro de casa. “Nem tenho o que falar. A gente tinha que ganhar este jogo. A torcida tem razão de cobrar. Agora, vamos esperar e tomar as providências. Não tem mais chance, acabou. A gente lutou, lutou, fez o que tinha que fazer fora de campo, mas não deu”. Ele pediu desculpas para a torcida e disse que vai iniciar o trabalho para a montagem de nova equipe.
Para Marcelo, a parte da diretoria foi feita. “A gente já sabia os erros, mas não tinha mais o que fazer. Vamos aprimorar. Tenho certeza que a diretoria teve muito mais acertos que erros. A gente sofre, porque, acima de tudo, todo mundo da diretoria é votuporanguense, é torcedor. Temos que ter cabeça tranquila para poder acertar no ano que vem e fazer o melhor. Porque essa torcida nossa merece o acesso.
Ela vem, acompanha, xinga, mas grita, ajuda, é amor ao futebol. Você vê um monte de cidade pequena com time em primeira divisão e tínhamos que coroar a torcida com o acesso e, no ano que vem, a gente vai chegar. A gente abriu mão de muita coisa para poder estar aqui. Eu sofri, foi difícil para mim, mas com o apoio dos diretores e investidores, só tenho que agradecer, vamos em luta”, finalizou Stringari. Leidiane Sabino – A Cidade

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