“Sociedade paga pelo vício dos usuários”, diz psiquiatra

Karolline Bianconi

 

Não é somente o usuário que se prejudica ao usar drogas, mas sim, sua família, amigos, conhecidos e a sociedade. O que de início aparenta ser algo controlável, torna-se, com o passar do tempo, sem limites.

 

 

De início, o dependente investe seu salário com droga. Quando não tem mais dinheiro, inventa uma desculpa para obter dos pais e familiares. Se não recebe dinheiro, furta objetos de valor de dentro da própria casa, como televisão, perfumes, tênis e outros, para vender ou trocar por droga. O próximo passo é entrar para o crime.  Caso não consiga dinheiro para quitar dívidas com traficantes, o usuário pode até matar alguém para obter dinheiro, ou até mesmo ser vítima de bandidos.

 

 

Naime destacou que o tratamento para tirar alguém das drogas, pode partir da família em querer buscar uma solução. Porém, se o usuário não tiver consciência do mal que está atingindo sua vida, de nada adiantará. Ele disse que algumas sessões de psiquiatria podem chegar a R$ 200 e, no mínimo, devem ser realizada a cada 15 dias.

 

 

Sobre isso, Naime frisou que devem existir iniciativas por parte dos governos em investir mais em tratamento gratuito para dependentes químicos. “Nas clínicas particulares, os familiares precisam bancar cerca de um ano. Algumas que são religiosas, podem deixar os usuários fanáticos”, disse.

Caso não haja recuperação por parte destes jovens, a família busca “encostá-lo” pelo INSS, e na opinião de Naime, quem paga por tudo isso é a sociedade. “Para bancar esta pessoa no benefício, o governo aumenta os impostos, para que haja dinheiro para a respectiva destinação. Conclui-se, então, que quem banca tudo isso somos nós”.

 

Lazer

Cobra ainda que em Votuporanga não foi pensando em algo para ocupar a vida dos jovens. “Os adolescentes dizem que se sentem vazios. Para que estes não caiam no mundo das drogas, o que tem sido oferecido a eles na cidade?

 

Uma administração não pode pensar apenas em construir casas, cobrir a Concha Acústica, mas sim, em conduzí-los a coisas saudáveis, a discutir política. Os jovens estão soltos por aí”, disse.


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