Silvia dispara: ‘creche não é depósito de criança’

Em audiência pública, titular da Educação diz que objetivo é oferecer qualidade e não quantidade nas escolas

A audiência pública de ontem, na Câmara Municipal, relativa aos trabalhos realizados pela Secretaria da Educação, foi bastante calorosa. O assunto principal foi sobre a falta de vaga em creche. De um lado, a titular da pasta, Silvia Rodolfo, explicava sobre o que o município tem feito para atender aos pedidos; de outro, vereadores cobravam maneiras de como atender todos os casos solicitados.

O vereador Jura aproveitou a oportunidade para questionar o horário de período integral dos CEM’s. Segundo ele, alguns pais reclamavam que as aulas terminavam às 16h30, sendo que o horário de saída do trabalho era após às 18h.

Silvia respondeu que tudo é feito baseado no Plano Nacional da Educação. Os alunos do CEM’s passam atualmente 10 horas nas unidades e, nas creches, 11h30. “Os pais trabalham oito horas por dia e a nossa educação oferece mais”. A partir do próximo ano, serão 9h30 de educação nos CEM’s.

Ela disse que durante este período são oferecidas atividades extras para que o aluno não se canse ou tenha desinteresse nos estudos, devido à extensa rotina diária. “Educação não é assistência social. Creche não é depósito de criança. Nossos alunos estão na escola para aprender. Não pensamos nos pais, mas nos alunos primeiramente, na qualidade e não em quantidade. Criança precisa de família, sejam avós, tios, enfim, para se desenvolver”, disparou, sendo aplaudida pelos profissionais da educação.

A diretora do CEMEI “Valter Peresi” (antigo Celtas), Jamile Godoy, defendeu também os servidores municipais. Em sua opinião, é responsabilidade dos pais assumir os filhos e não destinar às creches a primeira solução para deixá-los para poder trabalhar. Silvia Faria, do CEMEI “Amélia Lucinda”, também saiu em defesa, destacando que os funcionários da educação são persuadidos por vereadores para que as vagas nas creches sejam abertas. Jura rebateu a opinião da diretora, dizendo que os edis são procurados pela população, que cobra por providências.

Outro ponto exposto pela secretária é que as unidades escolares da cidade são as únicas a atender a demanda a partir de zero ano. Ela disse que antigamente algumas unidades assistenciais também acolhiam nesta faixa etária, mas que agora é difícil aceitar. “Chegamos até a oferecer o pagamento de uma área na Casa da Criança para que houvesse esse atendimento, mas não deu certo”.

Pedro Beneduzzi questionou Silvia sobre o atraso da entrega dos uniformes deste ano e citou que alguns pais reclamaram que ainda não receberam as peças. A secretária esclareceu que neste ano houve empecilhos com a empresa vencedora da licitação, mas também aproveitou a oportunidade para cobrar maior atenção dos pais. Segundo ela, em vários CEM’s e Cemei’s tem sido verificado um grande número de uniformes esquecidos pelas crianças e que os pais não têm feito questão de buscar. “Os abrigos custaram cerca de R$ 600 mil e estão pelas secretarias das escolas. Não se poder jogar dinheiro público no lixo. Pedimos a conscientização até dos vereadores para fazer este pedido à população”, encerrou. Karolline Bianconi/A Cidade

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