Justiça dá prazo de dez dias para sem-terra desocupar área

Um oficial de Justiça esteve novamente esta semana no acampamento onde estão famílias de sem-terra, na estrada rural que liga a vicinal Adriano Pedro Assi, na altura da Bellchamp, até Cosmorama. Ele foi avisar sobre o prazo de 10 dias para a retirada de barracos que estão em locais irregulares.

Juntamente com o capitão da Polícia Militar de Votuporanga, Édson Fávero, e um advogado do Grupo Noble, ele foi avisar os líderes do grupo sobre a reintegração de posse a favor dos donos da propriedade rural em que estão acampados desde o dia 11 de maio.

Alguns barracos invadiram a área das cercas da Fazenda Água Amarela, o que causou a reclamação dos fazendeiros e posteriormente a ação de reintegração de posse. A liminar foi concedida em maio pelo juizado da 1ª Vara de Tanabi.

“São apenas quatro ou cinco barracos que estão dentro da cerca. Nós estamos bem integrados, estamos todos em paz aqui”, ressaltou José Roberto Coutinho, o Lula, líder do acampamento. “Não precisaremos sair daqui, mas temos dez dias para retirar esses barracos que estão em locais irregulares”, continuou.

Segundo o capitão Fávero, que esteve novamente no local na última segunda-feira, os líderes dos sem-terra não querem retirar os poucos barracos que invadiram a área proibida por temerem que o dono do barraco reclame do sumiço de seus pertences.

No dia 21 de junho Fávero esteve no acampamento para conversar com Lula e os outros líderes. O motivo também era a retirada dos barracos que haviam ultrapassado a área permitida. Na época já havia sido prometida a retirada desses barracos, mas o acordo não foi cumprido.

Na ocasião os líderes explicaram que na data em que o local foi ocupado o entorno da estrada que corta a fazenda não contava com cercas. “O pessoal não tem culpa, já que não tinha cerca”. O máximo de distância do eixo da estrada até a cerca é de 40 metros, e o mínimo é de 20 metros.

O acampamento conta atualmente com 3 mil acampados, segundo os líderes, espalhados em barracas de lona ao longo de 20 quilômetros da estrada de terra. Das 16 fazendas que reivindicam nas imediações, os sem-terra invadiram parte de oito.

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