Sem estádio, América fica fora do Campeonato Paulista

A semana na qual se comemorou os 20 anos de inauguração do estádio Teixeirão terminou com uma notícia surpreendente e vexatória. O América está fora da Segundona Paulista (4ª divisão). A Federação Paulista de Futebol divulgou os 32 clubes integrantes do estadual na noite desta sexta-feira, dia 12, e deixou o Rubro de fora por conta da interdição do seu estádio, desde o dia 7 de janeiro, por falta dos laudos de Segurança, Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária.

Inter de Bebedouro, José Bonifácio e Tanabi estão confirmados e representam a região na competição. Até o começo da noite desta sexta-feira, depois de pedirem, sem sucesso, o estádio Anísio Haddad, do rival Rio Preto, o presidente José Carlos Pereira Neto, o Zé Branco, e o vice-presidente Luiz Donizete Prieto, o Italiano, tentaram convencer o presidente da Federação, Reinaldo Carneiro Bastos, e o coronel Isidro Suíta, diretor do Departamento de Competições. “Pedimos um prazo até a próxima terça-feira. Mas não teve jeito”, lamentou Italiano.

“A esperança é que, segundo o presidente Reinaldo, em caso de desistência de algum clube e o Teixeirão estando liberado, o América será incluído na competição.” Segundo a assessoria de imprensa da FPF, o América não será multado pela exclusão – isso só aconteceria em caso de desistência por parte do clube. Mesmo assim, os laudos, segundo os americanos, vão ser providenciados. “Com R$ 800 deixamos tudo regularizado. O mais caro foi feito, a instalação de um bebedouro”, disse Italiano.

Zé Branco rechaçou a exclusão do América. “O Água Santa entrou no Paulistão no último dia. O Fernandópolis também. Vamos ver se o América não irá disputar”, esbravejou Zé Branco. “Infelizmente no América é assim. Ninguém ajuda. A cidade, a mídia, ninguém quer ajudar.” Dos cincos laudos necessários para a liberação do estádio, o Teixeirão está em dia apenas com a Vistoria da Engenharia. Os demais estão todos vencidos: Auto de Vistoria de Corpo de Bombeiros, Sanitários e de Higiene, Prevenção e Combate de Incêndio, e o de Segurança. Italiano pediu ajuda ao Rio Prerto, mas a diretoria do Jacaré não atendeu.

“Não jogaríamos no Riopretão. Apenas indicaríamos o nome e, antes da competição começar, o Teixeirão estaria liberado”, disse Italiano. O presidente do Rio Preto, Suélio Ribeiro, garantiu que não há nenhuma motivação de rivalidade. “O Riopretão já recebe o nosso profissional, o futebol feminino. Também vamos continuar buscando eventos, como o jogo do Palmeiras. E logo as categorias de base começam a jogar o Paulista. É muita coisa para um estádio só. Não somos responsáveis por essa situação”, disse Ribeiro. Ao contrário de Ribeiro, José Eduardo Rodrigues, conselheiro e coordenador jurídico do Jacaré, comemorou o fato. “Hoje é um dia de êxtase. Eles (América) estão a caminho da extinção”, disse. Carlos Petrocilo – diarioweb.com.br

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