O estado de São Paulo enfrentou um aumento nos índices de criminalidade no último mês de abril. De acordo com as estatísticas oficiais divulgadas no portal da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o território paulista contabilizou 202 casos de homicídio doloso — quando há a intenção de matar —, o que representa cinco mortes a mais do que o registrado no mesmo período do ano anterior. Ao analisar o total de pessoas que perderam a vida nessas circunstâncias, o indicador subiu de 204 para 210 vítimas na mesma base de comparação.
Os crimes de dignidade sexual também apresentaram uma curva de crescimento preocupante no estado. As notificações de estupro saltaram para 1.328 ocorrências ao longo do mês de abril. Esse patamar acende um sinal de alerta ao revelar uma alta de 13% em relação ao mesmo mês do ano passado, período em que as forças de segurança haviam registrado 1.174 vítimas desse tipo de violência.
O balanço da Secretaria da Segurança Pública trouxe ainda dados detalhados sobre a violência de gênero. Pelo lado dos feminicídios — assassinatos de mulheres motivados por sua condição de gênero —, o cenário mostrou uma sutil estabilidade, com 20 mortes confirmadas em abril deste ano, contra 21 vítimas no ano anterior. Contudo, o perigo iminente ficou evidente no aumento expressivo das tentativas de homicídio contra o público feminino, que dispararam de 97 para 120 casos, gerando uma alta de 23,7% no comparativo mensal.
A integridade física das mulheres também foi mais afetada, conforme demonstram os números de lesão corporal dolosa. Os boletins de ocorrência por agressões físicas contra vítimas femininas tiveram uma elevação de 24%, atingindo a marca de 6.508 queixas em abril — o que significa 1.268 agressões a mais do que no mesmo intervalo do ano passado. Acompanhando esse cenário de vulnerabilidade no ambiente doméstico, os casos de descumprimento de medidas protetivas de urgência chegaram a 2.345 registros no mês. O dado consolida um aumento de 23,5% na comparação com o período anterior, quando haviam sido mapeadas 1.899 situações em que as ordens judiciais de proteção foram desrespeitadas pelos agressores.












