Dono de empresa de segurança de Votuporanga morre após ser espancado por traficante em um baile em Jales

O votuporanguense Eduardo Gonçalves Nagase, de 41 anos de idade – dono de uma empresa de segurança particular instalada na rua São Paulo, no centro da cidade, faleceu na madrugada da última terça-feira (27), na Santa Casa de Votuporanga, em decorrência a ferimentos sofridos durante uma festa, onde prestava serviço com sua empresa de segurança, no município de Jales, no dia 20, do mês passado.
A vítima foi agredida por golpes de capacete pelo corpo após ter repreendido um traficante, que estava tentando comercializar drogas no interior do evento. Ele ficou internado por vários dias, mas não resistiu.
Segundo um boletim de ocorrência registrado como comunicação de óbito, Eduardo faleceu às 4h50. O agente policial Ataíde Ribeiro dos Santos foi acionado a comparecer na Santa Casa de Votuporanga, onde foi informado que a vítima deu entrada no Pronto Socorro no dia 2 de novembro, após sofrer agressão física durante o evento “Baile do Havaí”, em que trabalhava como segurança na cidade de Jales, que ocorreu no dia 20 de outubro.
De acordo com o que foi apurado pela polícia, a esposa da vítima, Edna Nagase, informou que possuía com o marido uma empresa de segurança, sendo que, no dia da festa, 20 de outubro, estavam com uma equipe de seguranças de Jales, trabalhando no evento, realizado na avenida João Amadeu.
Durante o baile, Eduardo retirou do recinto um indivíduo que estava vendendo drogas.
Ao final da festa, quando estavam somente os seguranças pelo local, o traficante voltou e agrediu a vítima, com golpes de capacete de motocicleta,, sendo que um deles atingiu o lábio, e ele caiu desmaiado. Na ocasião, o caso não foi registrado na polícia, já que o pessoal de Jales, que conhecia o agressor, disseram que ele era vingativo e se tomassem qualquer providência contra ele, poderia resultar em retaliações e seria pior.
A esposa disse também que a vítima foi medicada na Santa Casa de Votuporanga, onde teve o corte suturado, mas, posteriormente, Eduardo sentiu fortes dores na região do tórax, em decorrência da queda e precisou voltar ao hospital, onde foi internado no dia 2 deste mês, mas seu quadro clínico foi se agravando dia a dia. A equipe do IML foi acionada para apurar as causas da morte.
Jociano Garofolo

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