Scamatti: “meus advogados vão provar minha inocência”

O empresário Olívio Scamatti, apontado como chefe da Máfia do Asfalto pelo Ministério Público, conseguiu habeas corpus no Tribunal Regional Federal e deixou o Centro de Detenção Provisória de Rio Preto às 19h25 de ontem, depois de seis meses e cinco dias
preso.

O empresário afirmou na saída da prisão que as acusações feitas contra ele não são verdadeiras e que conseguirá provar sua inocência. “Estou indo embora, estou voltando para minha família e estou muito feliz. Fiquei quase sete meses preso e meus advogados vão provar minha inocência, como estão provando, que não existem tudo isso que estão falando”, disse ele.

Olívio afirmou ainda que as acusações do Ministério Público, que investiga suas empresas desde 2008, não são reais, e que as informações publicadas pela imprensa são “distorcidas.” “A imprensa foi mal orientada, mal informada. Existe muita mentira, que vai ser desconsiderada em um futuro bem próximo”, afirmou.

Justiça

A decisão que livrou Olívio da cadeia partiu da 1ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região. Os desembargadores Márcio Mesquita, José Lunardelli e Toru Yamamoto votaram favorável a Olívio. Segundo a assessoria de imprensa do TRF, a decisão ocorreu porque frustrar ou fraudar licitações (artigo 90 da lei 8.666/93) “não justifica a prisão cautelar.” O tribunal ainda decidiu trancar ação penal em relação à imputação de falsidade ideológica, por dois votos contra um. Apenas Mesquita foi contrário.

Para o advogado de Olívio, Alberto Zacarias Toron, não houve qualquer prática criminal ao não informaram durante concorrências públicas que empresas do mesmo grupo participavam do certame. “Não havia nenhuma ação criminosa quando participaram das licitações por não declarar que eram do mesmo grupo. Os editais não exigiam isso”, afirmou.

Diálogos

Por dois votos a um, a Justiça também determinou a transcrição de todos os diálogos que foram interceptados durante as investigações e serviram para produção de denúncia contra a Máfia do Asfalto em Auriflama, feita pelo Ministério Público Federal ainda em abril.

Só gente boa

Com boa aparência, Olívio Scamatti afirmou que deixou “amigos” dentro do CDP. Ele agradeceu aos funcionários e disse ter encontrado apenas pessoas boas e carinhosas no local. “Só deixo amigos. Quero agradecer todos os funcionários. Só encontrei gente boa, só encontrei gente carinhosa. Gente que nos momentos de dificuldade, porque aí dentro (na cadeia) a solidão às vezes é muito grande, nos ajuda”, afirmou.

Olívio aproveitou para fazer apelo aos empresários da região em favor de pessoas presas, principalmente dos que conheceu durante o período em que ficou preso. “Os empresários de toda região devem dar oportunidades aos egressos, porque o que faz eles voltarem para cá (cadeia) é não ter oportunidade, como eu vou ter agora com minha família me esperando”, disse. Depois de deixar o CDP, Olívio foi a o aeroporto de Rio Preto buscar duas pessoas conhecidas antes de seguir para Votuporanga. Heitor Mazzoco – diarioweb.com

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