Saúde realiza mais de 60 mil atendimentos

Maioria foi voltada ao Saúde da Família; em audiência, secretária esclarece sobre dengue, castrações, UPA e consultas oftalmológicas

Na tarde de ontem, a Secretaria de Saúde realizou, na Câmara de Votuporanga, a audiência quadrimestral para prestação de contas. Ao lado do contador da Prefeitura, Deosdete Vechiato, a secretária da pasta, Fabiana Parma, além de expor os dados, respondeu a algumas dúvidas dos vereadores.
Conforme foi exposto pela secretária, a quantidade de atendimentos médicos ambulatoriais nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril obteve o total de 60.565. Dentro desse número, o que registra mais atendimentos é referente ao Programa Saúde da Família (11.523), seguido pela clínica geral (3.721) e ginecologia (1.620).

UPA
Durante a audiência, os vereadores levantaram alguns questionamentos pertinentes que foram esclarecidos pela secretária. O primeiro deles foi a respeito do atendimento feito na Unidade de Pronto Atendimento, que tem gerado reclamações devido à forma com que os atendentes lidam com os pacientes.
Segundo Fabiana, para sanar esse tipo de problema, a secretaria tenta implantar a política nacional de humanização com um atendimento justo, igualitário. Como exemplo, ela cita o que é realizado no próprio UPA, onde a triagem dos pacientes foi trazida para mais perto dos usuários do local. “A gente sabe que a questão da valorização dos sintomas traz divergências. Quando acontece alguma coisa que você acha que não é condizente, reclame na ouvidoria que nós tomaremos uma providência”.

Oftalmologia
Outro assunto, que já havia sido citado em sessões ordinárias da Câmara Municipal, é em referência aos atendimentos oftalmológicos, anteriormente realizados em Cardoso e que, atualmente, foram transferidos para a cidade de Catanduva. Ela explica que, realmente, o serviço de oftalmologia não é de responsabilidade do município.
“Não está na audiência, mas na próxima com certeza no mês de maio já vai aparecer que os pacientes do programa de glaucoma não são mais atendidos em Cardoso. Nossa referência é Catanduva. Quanto aos remédios dados, eles são fornecidos pelo governo e entregues nas farmácias de alto custo”, disse ela.
A médica esclarece que o atendimento em Cardoso foi cancelado por escolha da cidade em questão e que, apesar dos esforços, o mesmo não conseguiu ser reestabelecido. Ao todo, nos primeiros quatro meses do ano, Cardoso realizou 133 atendimentos de pacientes de Votuporanga.

Dengue
Como foi noticiado pelo Diário de Votuporanga, os casos de dengue caíram 40% no mês de maio. Apesar de positivo, a divulgação desse número gerou críticas na audiência. O vereador Pedro Beneduzzi afirma que a Secretaria deve passar “outro tipo de matéria para o jornal”, já que, com isso, a população pode achar que a dengue foi erradicada do município, o que não é a verdade.
A secretária, por sua vez, disse que temos que ser realistas quanto à doença na cidade. “Essa queda não significa que está todo mundo fora de risco. Pelo contrário, estamos vivendo uma epidemia. Não tivemos tantas complicações como municípios da região, mas continua. Não está na casa dos dois dígitos, está na casa dos três. A gente não pode dar a falsa impressão de porque Votuporanga não ficou entre os piores que está tudo bem. Não está tudo bem. É uma questão de cultura, a gente precisa fazer a limpeza, retirar os criadouros”.

Castração
Outro ponto citado foi sobre as castrações. Foi questionado à secretária se, devido ao alto número de gatos que encontram-se em Votuporanga, se não seria possível aumentar o valor investido na castração. Fabiana conta que isso requer um planejamento financeiro e que, para esse ano, um acordo já foi feito e serão realizadas aproximadamente 1600 castrações.

Finanças
Sobre as finanças, a aplicação na saúde, referente à dívida ativa do imposto sob a propriedade predial territorial urbana foi de R$663.192,62, resultando em um total de aplicações de R$52.178.319,53, com a aplicação obrigatória de 15%, ou seja, R$7.892.747.93.
Outro número repassado pelo contador foi o de transferências do Sistema Único de Saúde. No primeiro quadrimestre, a verba referente à aplicação foi de R$ 4.860.357,54. Quanto às transferências de convênios para o SUS, o número referente ao estado foi de R$ 2.100.00,00, enquanto as municipais foram de R$ 34.448,00.
Quanto às despesas empenhadas, o total acumulado foi de R$ 29.549.148,07, sendo R$ 21.870.492,11 recursos próprios. As despesas líquidas, por sua vez, resultaram em um total de R$ 16.862.801,70, onde R$ 11.693.898,51 são de recursos próprios. Destas, 17% já resultam em um total de despesas pagas, ou seja, R$ 13.678.793,44. Maíra Petruz/Diário de Votuporanga

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