Saúde estima que piranhas já atacaram mais de 20 banhistas

Prefeitura de Populina colocou alerta nas margens da prainha. Na cidade, ninguém mais quer saber de se refrescar no Rio Grande.

A secretária de Saúde de Populina, Rafaela Fernandes de Souza, calcula que mais de 20 pessoas tenham sido atacadas por piranhas, nas últimas duas semanas, na prainha de Populina (SP), no interior de São Paulo. Para tentar evitar novos ataques, a prefeitura colocou placas de alerta nas margens do rio. A notícia afastou turistas e, os que ainda vão ao local, preferem ficar fora d’água.

Rafaela afirma que a prainha é o ponto turístico da cidade e que pessoas da Capital e até de outros estados vão ao local para aproveitar as riquezas que a prainha oferece. “Os ataques nos surpreenderam porque em Populina nunca tinha tido registro de ataque de piranhas.”

Segundo a secretária, oficialmente foramregistrados oito atendimentos por ataque de piranhas na Santa Casa, mas ela diz que esse número deve ser maior. “A gente calcula que nas últimas duas semanas mais de 20 pessoas teham sido atacadas, mas não procuraram o serviço da Santa Casa.”

Ela explica que, em geral, a mordida da piranha causa um ferimento único, mas que dilacera. “A piranha tira um pedaço da onde foi mordido, é difícil de suturar porque geralmente não tem tecido para que se faça sutura, então fica uma ferida aberta. É um ferimento grave, profundo e dilacerante.”

Rafaela afirma que assim que a secretaria de Saúde foi comunicada sobre os ataques a Prefeitura colocou placas de sinalização e orienta a população a não entrar na água. Além disso, ela disse que a prefeitura estuda a possibilidade de afastar a vegetação e os iguapés mais para o meio do rio. “A gente acredita que as piranhas depositem seus ovos nestas vegetações e que as mordidas ocorram para defendê-los. Estamos conversando com especialistas da áera para ver qual a melhor solução para resolver este problema o quanto antes.”

O mecânico José Rubens Pinheiro estava com as duas filhas na prainha quando houve um dos ataques. Ele diz que estava sentado em um barco vendo as filhas brincarem na beira da água, quando um rapaz saiu do rio dizendo que havia sido atacado por piranha. “Ele estava com o pé sangrando e a marca da mordida. Todo mundo que estava na água saiu, estava sol quente ainda. Até não resolverem o problema, minhas filhas só vão brincar na piscininha em casa.”

A filha dele Eduarda Souza Pinheiro, de 12 anos, diz que brincava bastante na água, mas depois que presenciou o ataque do rapaz não quer mais entrar no rio. “Não entro no rio nunca mais, nem que me pague.” G1

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