A combinação de temperaturas elevadas e baixos índices de umidade relativa do ar exige atenção redobrada com a saúde da população e com os animais de estimação no interior paulista. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um conjunto de recomendações para reforçar a hidratação contínua e evitar complicações graves provocadas pelo estresse térmico, como a desidratação severa e a insolação, condições que afetam principalmente crianças pequenas, idosos e portadores de doenças crônicas.
Segundo os especialistas da rede estadual de saúde, crianças e idosos possuem maior vulnerabilidade biológica às altas temperaturas, pois apresentam maior dificuldade na regulação térmica do corpo e frequentemente não percebem a sensação de sede com a frequência necessária. A orientação é priorizar o consumo diário de água — estipulado em ao menos dois litros para adultos —, além de adaptar a alimentação com frutas e vegetais leves, evitando refeições gordurosas e bebidas alcoólicas. Para os dois grupos prioritários, é fundamental evitar a exposição direta ao sol e a prática de exercícios pesados entre 10h e 16h, mantendo os ambientes domésticos e escolares ventilados e protegidos da luz solar direta.
Os animais domésticos também demandam cuidados específicos durante os dias de forte calor. O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) alerta que cães e gatos devem ter acesso permanente a recipientes de água fresca à sombra e locais abrigados do sol. Os passeios devem ser restritos ao início da manhã ou final da tarde para prevenir queimaduras nas patas pelo asfalto quente e evitar quadros de hipertermia. A autoridade sanitária reforça ainda que pessoas e animais jamais devem ser deixados no interior de veículos estacionados, mesmo por curtos intervalos, e que sintomas como tontura, confusão mental, salivação excessiva ou respiração ofegante exigem atendimento médico ou veterinário imediato













