São Paulo supera retranca, vira sobre o The Strongest e vence a primeira

Foi sofrido, apertado, com uma retranca para lá de chata no Morumbi. Com muita dificuldade e em um jogo truncado, o São Paulo fez a lição de casa e venceu o The Strongest (BOL) por 2 a 1 de virada, na noite desta quinta-feira. Após sair atrás no marcador por uma bobeira da zaga no tento de Barrera, Osvaldo e Luis Fabiano garantiram os três importantes pontos no grupo, os primeiros nesta edição da Libertadores. Festa dos mais de 30 mil são-paulinos no estádio.

O triunfo deixa o Tricolor em uma situação mais confortável no grupo 3 da competição. Com o Atlético-MG na liderança isolada com seis pontos, a equipe paulista igualou o próprio rival boliviano com três. Agora os são-paulinos voltam à campo pela Liberta na próxima quinta-feira, no Pacaembu, contra o Arsenal (ARG).

Primeira etapa apagada…

Antes do jogo desta quarta, um minuto de silêncio em homenagem ao boliviano Kevin Espada, morto na semana passada na arquibancada do estádio do San José, durante uma partida contra o Corinthians. Os torcedores do The Strongest lembraram do jovem de 14 anos e levaram uma faixa ao Morumbi.

Quando a bola rolou, o São Paulo tinha total ciência de que era obrigação vencer o The Strongest no Morumbi. No embalo da torcida, com boa presença no estádio, o time da casa até começou bem. Dava impressão de que encurralaria a equipe adversária a partida inteira. Os bolivianos, recuados e com 11 atrás, não mostraram qualidade e o gol brasileiro parecia questão de tempo. Mas aí o cenário mudou…

O Tricolor passou a errar passes e mostrar uma certa “preguiça” em campo. A transição da bola da defesa para o ataque ficou lenta e os três atacantes pouco apareceram para jogar. Com Jadson bem marcado, o rival estrangeiro cresceu.

De uma bola enfiada aqui, um cruzamento lá, saiu o “inesperado” gol. Em um escanteio bem batido por Escobar, Cristaldo desviou na primeira trave e a bola sobrou para – e com Denilson olhando para o céu – Barrera, que só empurrou para dentro, aos 20.

O apagão dos são-paulinos continuou e a equipe boliviana ainda assustou algumas vezes mais, sempre com Escobar na criação das jogadas. Em uma das raras decidas neste momento do encontro, Luis Fabiano perdeu uma chance cara a cara com o goleiro Vaca. Nada dava certo e o nervosismo ficou evidente.

Quando dava pinta de um intervalo melancólico, o São Paulo deu uma resposta para torcida – que já vinha se irritando com a atuação do time. Em rápida jogada de ataque, Aloísio cruzou bem para Luis Fabiano. O centroavante girou e bateu firme, obrigando o goleiro fazer boa defesa. No rebote, Osvaldo bateu firme para as redes e empatou, aos 42.

A esperança de um segundo tempo melhor apareceu…

Reservas resolvem

Depois dos 15 primeiros minutos bem sonolentos na segunda etapa, o Tricolor acordou. A entrada de Ganso deu mais criatividade ao meio de campo e as oportunidades para a virada começaram a aparecer. A primeira delas veio com Jadson, que recebeu cruzamento de Douglas e mandou a bola no travessão.

Com Osvaldo dando trabalho para a defesa rival, o São Paulo desperdiçou chances e o duelo no Morumbi “aumentou” o seu tensão.

Tenso? Só até os 35 minutos…

Ganso e Cañete, que entraram no segundo tempo, resolveram: o argentino deu lindo passe para o Paulo Henrique que, tranquilo, deixou Luis Fabiano com o gol aberto. A virada demorou, mas chegou!

O tento fez o Morumbi vir a baixo e depois daí, o The Strongest não teve forças para buscar o resultado. Vitória apertada, contra retranca fechada… Mas quem se importa? Valeus os três pontos e com direito a “olé” da torcida.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 2 X 1 THE STRONGEST (BOL)

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data/hora: 
28/2/2013, às 21h30
Árbitro: 
Enrique Cáceres (PAR)
Auxiliares: 
Rodney Aquino (PAR) e Dario Gaona (PAR)

Renda/público: R$ 918.305 / 31.273 pagantes
Cartões amarelos: 
Mendez, Barrera e Soliz (STR); Wellington (SAO)
Cartões vermelhos: –
GOLS: 
Barrera, aos 20’/1ºT (0-1); Osvaldo, aos 42’/2ºT (1-1); Luis Fabiano, aos 34’/2ºT (1-2)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Douglas, Lúcio, Rafael Toloi e Cortez; Wellington e Denilson (Ganso – 16’/2ºT); Jadson (Fabrício – 36’/2ºT), Aloísio (Cañete – 26’/2ºT) e Osvaldo; Luis Fabiano. TÉCNICO: Ney Franco.

THE STRONGEST (BOL): Vaca, Bejarano, Barrera, Mendez e Torrico; Chumacero, Veizaga, Soliz e E. Cristaldo (Cunningham – 33’/2ºT); Escobar e Reina. TÉCNICO: Eduardo Villegas.

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