São Paulo abre três gols, leva virada do Bolívar, mas garante a classificação

O torcedor são-paulino já estava na “paz” e tranquilo quanto a classificação ao Grupo 3 da Libertadores.

Ainda mais ao marcar três gols e fazer com que o placar agregado ficasse 8 a 0. Aqueles que não continuaram a assistir ao jogo por conta da confiança na vaga, podem comemorar um lugar no torneio continental, mas quem celebrou a vitória, por 4 a 3, foi o Bolívar, nesta quarta-feira, no Estádio Hernando Siles, na Bolívia, que “deu um gás a mais” no segundo tempo e, até com direito a gritos de olé da torcida, deu adeus à competição.

O São Paulo marcou com Luis Fabiano, Osvaldo e Jadson. Já o Bolívar chegou com dois de William Ferreira e outros dois de Nelson “quebra-ossos” Cabrera.

Agora, o São Paulo voltará o foco para o Campeonato Paulista. O time terá o clássico contra o Santos, na Vila Belmiro, às 17h, deste domingo. Pela Copa Libertadores, o São Paulo pegará o Atlético-MG, fora de casa, no próximo dia 13.

O JOGO

Para evitar os efeitos da altitude, como vômitos, enjoos e dores de cabeça, a delegação são-paulina ficou hospedada em Santa Cruz de la Sierra e, após o almoço, viajou para a cidade de La Paz. E, sob o nome do lugar, o Tricolor precisou de apenas dois minutos para faz jus “à la paz conquistada” no jogo de ida, após vitória por 5 a 0 no Morumbi e acabar com o resto de esperança que ainda havia com os bolivianos.

Depois de cobrança de escanteio batido por Jadson, Luis Fabiano testou firme para abrir o placar e saltar no ranking de artilheiro dos clubes. Agora, com 160 tentos no total, chegou ao sexto lugar, ao lado do atacante Muller. O Bolívar, que apenas arriscou chutes de longa distância, sem perigo, viu a missão “quase impossível” antes da partida ficar ainda mais difícil, por conta da dupla de baixinhos Jadson e Osvaldo.

Primeiro, Osvaldo serviu Jadson, que aproveitou falha do zagueiro, dominou e escolheu o canto para colocar com precisão e comemorar. Na segunda, Jadson retribuiu a “gentileza” e deixou Osvaldo sozinho para escolher o canto e sair para o abraço. Mesmo na altitude, Osvaldo correu até mais do que os bolivianos, sempre ganhando deles na corrida.

Com a torcida em peso no estádio, mas restrita a gritos em lances ofensivos ou tiros de longe – os famosos “uhhhh”-, colocou uma pedra no passeio tricolor até então, com gol de William Ferreira, em belo chute cruzado na entrada da área.

Na etapa final, o Bolívar voltou com ímpeto para diminuir os estragos já deixados pelo Tricolor e, pelo menos, dar algumas alegrias à torcida. Mais ofensivo, contou com a diminuição natural do ritmo são-paulino por conta da ótima vantagem e também da parte física, os bolivianos optaram por entrar na área do adversário e, como é de costume, testar nos chutes de longa distância. E, em bola alçada na área, Cabrera fez a alegria da torcida ao marcar de cabeça.

E, a missão “quase impossível e impensada”, foi alentada com outro gol do zagueiro Quebra-ossos. O São Paulo pouco chegou ao gol defendido por Arguello na etapa final, até pelo desgaste físico. Mais incisivo, o Bolívar ainda virou o jogo com William Ferreira, após pênalti infantil do zagueiro Rhodolfo. Mesmo atacando, não conseguiu nada além da vitória e, o Tricolor, com a primeira derrota na temporada, pôde ir à fase de grupos.

FICHA TÉCNICA

BOLÍVAR 4 X 3 SÃO PAULO

Local: Hernando Siles, La Paz (BOL)
Data e hora: 30/1/2012, às 22h
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Auxiliares: Humberto Clavijo (COL) e Eduardo Diaz (COL)

Renda e público: não disponíveis
Cartões amarelos:
 Lizio, Cabrera (BOL); Rhodolfo (SAO)
Cartões vermelhos: Não teve
GOLS: Luis Fabiano, aos 2’/1ºT (0-1); Jadson, aos 15’/1ºT (0-2); Osvaldo, aos 34’/1ºT (0-3); Ferreira, aos 37’/1ºT (1-3); Cabrera, aos 14/2ºT (2-3); Cabrera, aos 24’/2ºT (3-3) e Ferreira, aos 29’/2ºT (4-3)

BOLÍVAR: Argüello, Eguino, Valverde (Cardozo, Intervalo), Nelson Cabrera e Álvarez; Miranda (Yecerotte, Intervalo), Flores e Justiniano; Lizio, Arce (Maygua, aos 27’/2ºT) e William Ferreira. Técnico: Miguel Ángel Portugal

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Paulo Miranda, Lúcio, Rhodolfo e Cortez; Wellington (Casemiro, 26’/2ºT), Denilson e Jadson; Aloísio, Osvaldo (Cañete, aos 14’/2ºT) e Luis Fabiano (Aloísio, aos 10’/2T). Técnico: Ney Franco.

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