Santas Casas vão parar em protesto no dia 8 de abril

A reunião na Assembleia Legislativa ontem definiu que no dia 8 de abril não haverá atendimento eletivo (consultas previamente agendadas) em todos o país. A data será a oportunidade para uma ampla discussão com a sociedade sobre a realidade no relacionamento com o SUS (Sistema Único de Saúde) e a necessidade de investimento de 10% das receitas líquidas por parte da União.

Na ocasião, ainda foi acertado que integrantes do movimento irão hoje a Brasília propor aos parlamentares que interrompam as votações até que o governo os receba e se manifeste sobre as reivindicações do setor.

Entre o grande número de participantes estavam representantes das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, além diversas autoridades, como o senador Aloysio Nunes, os deputados federais João Dado, Walter Ihoshi, Dr. Ubiali, Eleuses Paiva e Vaz de Lima, os deputados estaduais Ulysses Tassinari, Carlão Pignatari, Mauro Bragato e Itamar Borges; o presidente das Confederações das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Brasil (CMB), José Reinaldo Nogueira de Oliveira Júnior, o presidente da Fehosp Edson Rogatti e o deputado e presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas, Antonio Brito.

O encontro foi realizado no auditório Paulo Kobayashi, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Carlão é um dos articuladores do movimento “Tabela SUS! Reajuste Já”, cujo objetivo é fazer com que o governo promova um urgente reajuste na tabela de procedimentos do SUS (Sistema Único de Saúde).

Integrantes lembraram que a organização do movimento entregou documento ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em abril, julho e novembro, porém, “nenhuma resposta tivemos; isso é uma falta de respeito com os provedores dos nossos hospitais e com cada um que construiu sua Santa Casa, e a maioria com dinheiro do próprio município, através de eventos, leilões, bingos e rifas. E que hoje nós estamos vendo este patrimônio se deteriorar pela falta de pagamento justa que o SUS tem que fazer para os nossos hospitais”, diz Carlão.

O rombo  ocorre pela defasagem na tabela do SUS, que remunera, em média, apenas R$ 65 de cada R$ 100 gastos na assistência pública. Muitos provedores contraíram empréstimos com juros de 15% ao ano.

 

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