Santa Luzia – um dos bairros mais amistosos da cidade

Quem já deixou o bairro, conta com saudade os momentos vividos no local; os que ainda moram por lá destacam crescimento

Os moradores do bairro Santa Luzia são unânimes em dizer que o que prevalece no local é a amizade. Sabe aquele lugar em que as pessoas saem na calçada para conversar com o vizinho? Lá ainda é assim.

O vereador Mehde Meidão Slaiman Kanso cresceu no bairro. Sua família chegou por lá em 1947, quando a última rua era ainda a Acre, conhecida como boiadeira, porque por lá as pessoas passavam tocando o gado.

No local onde é a igreja agora era um campo de futebol, terreno que foi doado por uma viúva de São Paulo, dona Gisela. Ela também era dona de onde hoje é o San Remo, espaço em que era chamado de “matinha da viúva”.

Mário Pozzobon, como prefeito, abriu da rua Guaporé para frente, a partir da 9 de julho, local que era de um criador de porcos, o Vilmar. O prefeito da época também abriu a avenida Wilson de Souza Foz, onde hoje é o condomínio, era uma mata fechada.

O prédio da escola Faustino Pedroso por muito tempo foi a primeira Secretaria Municipal de Saúde.

Já o jardim da Praça Santa Luzia, foi construído na administração do prefeito Dalvo Guedes, a pedido do vereador Francisco Castrequini (in memoriam).

“De 1947 para cá, o bairro teve muito impulso. Uma das pessoas que colaborou com isso foi o dono do supermercado Porecatu, José Francisco dos Santos. Ele era de São Paulo, veio conhecer Votuporanga e Araçatuba e escolheu colocar o seu estabelecimento aqui, na rua Amazonas”, contou Meidão.

Segundo o vereador, o local também teve três máquinas de beneficiamento de arroz, a do Vacari, a do Donato Padovez e do senhor Olímpio Guerra, que também contribuíram muito para o desenvolvimento da Santa Luzia.

A máquina de café da família Comar era na esquina da rua Amazonas com a Acre.

Já Francisco Mijan Marques e dona Mercedes Basso Marques foram donos do viveiro Frasco, um dos maiores de café da região, na rua Bahia.

Também colaborou muito o senhor Anastácio Laço, avô do Dorival Veroneze, que foi vice-prefeito, que foi dono de uma das primeiras farmácias da cidade. “Naquele tempo quase não tinha médico e os farmacêuticos atendiam boa parte da população”, disse o vereador Meidão.

O senhor Vitório tinha uma horta de quase um quarteirão, entre as ruas Bahia e Rio Grande, que atendia boa parte da cidade.

Também teve o posto de combustível do Onofre, entre a Acre com a Amazonas, quem construiu foi o Cladestone Pereira Barreto. Depois, o posto foi da família Pozzobon e do ex-prefeito de Américo de Campos, Paulino.

Salvador Negrini teve uma das primeiras vendas de secos e molhados. Minoro também tinha um estabelecimento do gênero. José Genário teve um açougue. Dona Otília e Jocelino também investiram em secos e molhados.

Os três primeiros barbeiros foram Joaquim Teixeira Nunes (in memoriam), Carlinhos Cortez e João Justino Borges (in memoriam).

A comunidade católica tinha um grupo liderado pela família Arado, senhor Orlando Guerra, Didio e Angelin Petenucci, Salvador Negrini, Fauzi Kanso, Antônio Galo, Florencio Sanches, entre outros, que eram incentivadores das quermesses para construir a igreja, o que aconteceu em pouco tempo, graças ao empenho de todos.

As famílias Mainardi, Laço, Cerantula e Molina também contribuíram muito para que o Santa Luzia chegasse ao que é hoje.

Do bairro, saíram oito vereadores: José Mendes de Barros, Adelino Ferrari Filho, Everton Teixeira Nunes, Mehde Meidão Slaiman Kanso, doutor Viana Filho, Francisco Castrequini, Valter Peresi e Arquimedes Neves (Nei).

O serviço de água e esgoto na rua Amazonas foi aberto com picareta, enxadão e na pá, com trabalhadores de Votuporanga.

Meidão contou que foram criados no bairro algumas lideranças, como o provedor da Santa Casa, Valmir Dornelas e o delegado Osny Marchi.

“Hoje a Santa Luzia é um bairro muito bom para se viver. Não tem crise, não falta investimentos. É um local muito diferenciado, muito bom, que dá saudade em todos que de lá saíram”, finalizou Meidão.

O vereador deixou o bairro há 40 anos, quando se casou, mas lembra com muito carinho das histórias do lugar. Leidiane Sabino/A Cidade

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