Safra da laranja será 20% menor que a de 2012

Aprodução de laranja está cada vez menor em todo o país, mas o Estado de São Paulo é a área que mais produz a fruta. A diferença é que neste ano a produção final alcançada no setor será bem menor, com uma redução significativa.

 

Para o produtor rural, Walter Valério Neto, que tem uma propriedade no interior do estado, o trabalho é intenso. Ele possui 28 mil pés de laranja, onde mais de 60% das frutas foram colhidas e faltam as variedades que tem colheita mais tardia, como a valência, por exemplo.

 

Neto diz que a qualidade do produto está boa, mas a produção neste ano será de 40 mil caixas à menos. “Temos aproximadamente 35% de quebra por conta da erradicação de pomares mais velhos e porque não conseguimos fazer todos os tratos culturais adequados e naturalmente, as plantas respondem menos”, diz o produtor rural.

 

Segundo informações do Instituto de Economia Agrícola, na safra final deste ano, serão produzidas cerca de 297 milhões de caixas de laranja de 40 quilos em todo estado de São Paulo, uma redução de 20% em relação a safra de 2012.

 

O motivo da pequena produção é que além da chuva, que prejudicou a florada, os citricultores afirmam que as duas safras anteriores tiveram uma grande produção, por isso eles já esperavam uma queda significativa.

 

Na fazenda do produtor rural José Walter Pereira, a colheita já terminou e foi 30 caixas menor do que no ano passado. O estado de São Paulo é o maior produtor nacional de laranja. Mas, os citricultores estão insatisfeitos com os preços e dizem que as indústrias que compram cerca de 80% da produção do estado estão pagando pouco. “Este ano, a gente conseguiu fazer uma negociação de R$ 7 por caixa, mas o custo de produção está em torno de R$ 12”, diz Pereira.

 

 

Preocupação

No início da safra deste ano, no mês de maio, os pomares estavam menos carregados do que em 2013. Apesar dos dados registrados recentemente, o levantamento preliminar da Associação Nacional dos Exportadores de Suco Cítricos a redução seria d 30% à menos na colheita. O preço da caixa não subiu apesar da oferta menor, com isso 5% dos produtores paulistas assinaram contrato com a indústria.

 

O agricultor Luís Arioli é dono de uma propriedade rural e do ano passado para os dias atuais diminuiu pela metade a área plantada. Ele diz que a conta não fecha com o preço oferecido e se a situação não melhorar no próximo ano, Arioli pretende trocar a laranja por outro cultivo. “Só se for a cana, porque o resto, o clima da região não ajuda”, afirma o agricultor.

 

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