Sabesp ministra curso internacional de Práticas para Controle de Perdas de Água

Fernandópolis e a cidade vizinha de Jales foram algumas das cidades da região que entraram no circuito do 3 Curso Internacional de Boas Praticas Operacionais para Prevenção, Redução e Controle de Perdas em sistema de Distribuição de Água promovido pela Companhia de Abastecimento de São Paulo, a SABESP.

Os técnicos de empresas de saneamento participaram do evento, que tem por objetivo a prevenção, redução e controle das perdas de água. O projeto é internacional e é aplicado em países ricos em fontes naturais de água e que apresentam índices elevados de desperdício.

O núcleo da Sabesp de Fernandópolis, seus diretores técnicos e analistas receberam a comitiva internacional e apresentaram na teoria e na prática as novas técnicas de Redução de Perdas e Técnicas de Tratamento de Esgotos Domésticos.

Segundo o diretor da divisão da SABESP em Fernandópolis, Antonio Carlos de Oliveira, a perda de água em Fernandópolis gira em torno de 17,5%, um dos menores índices de perdas do Estado de São Paulo. São números comparativos a países como o Japão, incentivador e principal patrocinador dos cursos de especialização. “Nossa meta é até 2016 esse índice chegue a 13%”, diz Oliveira. Além disso, os serviços da Sabesp em Fernandópolis contabilizam 100% em vários setores, como distribuição, água e esgoto tratados.

Nesta edição, as palestras ministradas por técnicos e analistas especializados da divisão da Sabesp de Fernandópolis, abordaram temas ligados às perdas aparentes de água, como o Baixo Consumo e a Leitura de Hidrômetros e Exames Prediais e Identificação de Fraudes

OITO NAÇÕES RECEBEM AULAS DA SABESP

Ao todo 20 engenheiros e técnicos  de 8 diferentes nações  –  Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, da América do Sul; Nicarágua, da América Central; México, da América do Norte; e um país africano, Cabo Verde – que possuem elevados índices de perdas de água e que ainda estão iniciando seus programas de controle de perdas ou utilizam apenas técnicas mais básicas, foram a campo conferir os procedimentos utilizados pela Sabesp na contenção e desperdício de água nas residências além de aprenderem a identificar os mais variados tipos de fraudes.

Para Tereza Coelho de Cabo Verde o curso revela muito mais do que simples técnicas de redução de perdas.”O trato com os clientes também é levado em consideração. Em meu pais, na minha ilha a conscientização da necessidade de se tratar a água e garantir a qualidade nos serviços está começando a surgir, diferentes de vocês por aqui que podem desfrutar de serviços 100%”. Outros participantes ainda revelaram que em países como a Argentina, por exemplo, não existem medidores, é cobrado um valor fixo do consumo de água, calculado pelo numero de moradores de uma  determinada região.

Seguindo a mesma linha, A Sabesp implanta atualmente em Fernandópolis ligações de água e medidores em apartamentos, onde cada moradia paga exatamente o que consome, derrubando a conta de água no valor total consumido pelo condomínio. “É por isso que a Sabesp possui hoje 87% de aprovação no índice de satisfação popular com 70 mil ligações funcionando corretamente em Fernandópolis” cita Oliveira diretor da unidade em Fernandópolis, que lembra que, no caso de identificação de um vazamento em uma residência e o aumento da conta é constatado, é feito uma analise sócio econômica do cliente para amenizar as dividas e em outros a empresa nunca cobra pelo excedente.

PAISES QUE INVESTEM EM PAISES

A   Sabesp e Jica (Japan International Cooperation Agency) estão juntas para   ministrarem o Curso Internacional. A intenção da Jica – que é o órgão de   financiamento do governo japonês – é que a Sabesp seja responsável por   disseminar as técnicas utilizadas no Japão e transferidas a técnicos da   Sabesp, para países da América Latina e da África. Ao longo de três anos, dezenas   de funcionários da companhia viajaram ao Japão para receber treinamento. Da   mesma forma, técnicos orientais vieram no Brasil para capacitar a equipe da   Sabesp em diversas ferramentas, como tecnologias para identificação de   vazamentos não visíveis. Com quase 40 anos, agora a Sabesp repassa essas técnicas   a outros países. A parceria com a Jica também resultou em um financiamento   inédito de US$ 440 milhões, valor que o órgão japonês repassará para que a   Sabesp invista na redução de perdas de água.
Legenda   1: Palestra Nelson Alves Garcia: “Análise de Baixo Consumo”

“A leitura correta de Hidrômetros, a identificação de pontos de redução de consumo ajudam a ministrar possíveis crises de desperdício de água em residência de maneira urgente. Temos tudo isso pelo sistema aplicado pela SABESP”.

 

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