Rogério Ceni anuncia aposentadoria: “É meu último ano”

Da Redação

A Libertadores havia sido cruel com Rogério Ceni na partida contra o The Strongest. O veteraníssimo goleiro, maior ídolo da torcida, falhou decisivamente no gol que derrubou o São Paulo para a terceira posição e colocou o clube em situação dramática na última rodada. Mas o mesmo torneio que puniu duramente o camisa 1 retribuiu da maneira mais espetacular que alguém poderia imaginar. Foi dos pés do capitão que saiu a vitória diante do Atlético-MG, por 2 a 0, conquistada na noite da última quarta-feira, no Morumbi. A comemoração, ajoelhado no chão e vibrando muito, ajudou a entender o que devia estar se passando na sua cabeça nos últimos dias.

Rogério teria disputado na última quarta sua última partida de Libertadores se o São Paulo não tivesse vencido. O goleiro deve se aposentar no fim da temporada e não teria a chance de disputar a competição de que mais gosta – e amargaria a eliminação vexatória no Morumbi, o mesmo palco em que foi imortalizado levantando o troféu mais desejado do continente em 2005. Em campo, ele pouco precisou trabalhar, já que o time tricolor teve uma atuação segura na defesa. Sua função foi muito mais orientar e tranquilizar os companheiros na missão de tentar derrubar o até então 100% Atlético-MG.

O capitão, por sinal, tem uma relação antiga com o rival mineiro. Foi contra o adversário que ele ultrapassou Waldir Peres como atleta que mais vestiu a camisa do clube, em 2005. Seis anos depois, contra o mesmo adversário, chegou à impressionante marca de mil jogos pelo time. Nesta quarta-feira, acrescentou mais um feito maiúsculo à sua história e reconheceu que temeu se despedir de maneira melancólica. “Pedi a Deus a chance de a bola do jogo passar pelo meu pé. Passou pela cabeça que este seria o último jogo pela Libertadores. Este será meu último ano de carreira. Agradeço muito aos torcedores que vieram e abraçaram o time. Esse é o clube da fé. É o clube onde a moeda cai de pé”, ressaltou.

O goleiro reconheceu que, apesar de ter vencido, a equipe ficou devendo na primeira fase, mas exaltou a raça dos companheiros. “Quando se ganha, o sacrifício vale. O são-paulino está feliz, eu estou feliz. Hoje (quarta) foi espetacular. Até falo que, tecnicamente, o Atlético é superior, mas no quesito alma hoje isso aqui foi um banho.”

Emoção

Os jogadores não esconderam a comoção depois da partida. Muitos desabaram no gramado, emocionados. Outros correram em direção à torcida e se abraçaram. Ninguém parecia ser capaz de assimilar exatamente o que estava acontecendo, enquanto a torcida gritava e aplaudia o esforço do time, que teve uma demonstração de garra ainda não vista no torneio.

A partida também serviu como prévia do confronto das oitavas de final, já que os clubes vão se enfrentar novamente. Fortalecidos pela vitória, os jogadores acreditam que chegarão em condições melhores do que na primeira fase. “Será outra história. Vamos com muito mais vontade do que hoje (quarta), a torcida pode esperar”, falou Paulo Henrique Ganso.

Na próxima partida, o time tricolor ainda não poderá contar com Luis Fabiano, que cumprirá o último jogo da suspensão imposta pela Conmebol por causa da expulsão contra o Arsenal.

Por outro lado, terá o retorno de Jadson – e não perdeu nenhum atleta por suspensão. As datas ainda não estão definidas, mas a série será iniciada no Morumbi e encerrada no Independência, em Belo Horizonte.

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