Rodovia Euclides da Cunha volta a ficar interditada por causa de buracos perto de Valentim Gentil

Parte da pista e canteiro central afundaram perto de Valentim Gentil; rodovia liga as cidades de Mirassol e Rubinéia, no Noroeste Paulista

A Rodovia Euclides da Cunha voltou a ficar com um trecho interditado na manhã desta sexta-feira (7). Parte da pista e o canteiro central ‘afundaram’, perto de Valentil Gentil (SP), no sentido interior capital. Funcionários do DER e Polícia Rodoviária estão no local para resolver o problema. O trânsito é feito em apenas uma faixa, e por enquanto o tráfego é tranquilo.

Acostumados com a pista simples que era a Rodovia Euclides da Cunha, que corta o noroeste paulista, os motoristas viram como grande benefício a duplicação. Mas recém-duplicada, motoristas já encontram defeitos em alguns trechos, o principal problema são os buracos.

A possível baixa qualidade nas obras da rodovia voltaram a ser assunto entre os usuários  depois que no quilômetro 479, dois buracos abertos pela chuva interditaram a estrada por mais de 15 horas. Quem passa pela pista diariamente questiona o material usado nas obras, que custaram R$ 850 milhões. “Tem certos lugares que fizeram o serviço e na semana seguinte já tem problema a pista, isso mostra que pode ser um produto fino ou de má qualidade”, afirma o caminhoneiro Sidney Fernandes.

A duplicação dos 183 quilômetros da Euclides da Cunha, que liga Mirassol a Rubineia, começou em 2011. Mais de dois anos depois ainda existem pontos em obras, como no trecho urbano de Votuporanga. Para passar pelo local os motoristas têm de usar os desvios, locais que já provocaram diversos acidentes. “Uma família já morreu em um pontilhão por causa do desvio mal sinalizado. Agora está bem sinalizado, mas na época do acidente não era. Essa obra tem de acabar logo”, diz o torneiro mecânico Valdecir Furlanetto.

Esta não é a primeira vez que usuários da rodovia reclamam. Em maio de 2013, buracos eram encontrados em vários pontos da pista e antes mesmo da inauguração da estrada, as empreiteiras começaram o trabalho de tapa buracos. No quilômetro 479, que caiu nesta semana em Tanabi, o problema de acordo com o DER foi em uma galeria que rompeu com a forte chuva que atingiu a região. O trabalho de manutenção foi feito e o trecho liberado. “No ano passado eu passei por aqui e estavam duplicando a rodovia e agora voltei e já estão recapeando, isso mostra que tem algo errado”, afirma o caminhoneiro Gilberto Uliana.

O DER, Departamento de Estradas de Rodagem, informou em nota que não há problemas com o material ou com o trabalho executado na rodovia e que a previsão da entrega completa da obra é até o fim de abril. (g1.globo.com)

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